Transunião: empresa de ônibus fez repasses a Deolane Bezerra e à família de Marcola do PCC
Transunião é citada pelo Gaeco em denúncia da Operação Vérnix por repasses financeiros a Deolane Bezerra e familiares de Marcola do PCC
Por ContraFatos 14/06/2026 Atualizado em 14/06/2026
Advogados de Deolane Bezerra dizem que ela não integra organização criminosa | Foto: Instagram/Deolane Bezerra/Agência Brasil
Investigação do Ministério Público aponta transferências financeiras sem justificativa comercial envolvendo companhia de transporte coletivo de São Paulo
Uma companhia de transporte coletivo que opera na zona leste da capital paulista está no centro de apurações sobre a atuação financeira do Primeiro Comando da Capital (PCC). A Transunião, dona de uma frota com 467 ônibus, foi citada na denúncia formulada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao Ministério Público de São Paulo, no âmbito da Operação Vérnix. As informações foram publicadas por O Estado de S. Paulo.
Repasses a sobrinho de Marcola sem justificativa comercial
De acordo com os promotores responsáveis pelo caso, uma análise financeira detalhada revelou que a Transunião realizou repasses a Leonardo Camacho, sobrinho de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, de 58 anos. A investigação indica que parte dos recursos movimentados por Leonardo teve origem diretamente na empresa de ônibus. Para o Gaeco, a ausência de qualquer justificativa de natureza comercial para essas transferências fortalece a suspeita de envolvimento com atividades ilícitas.
Leitura
Deolane Bezerra e familiares de Marcola na mira da Justiça
Os alvos principais da Operação Vérnix são a influenciadora e advogadaDeolane Bezerra e familiares de Marcola. As suspeitas recaem sobre crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Advogados de Deolane Bezerra afirmam que ela não integra organização criminosa.
Histórico de investigações envolvendo a Transunião
A Transunião já havia figurado em outras investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF), pelo Deic e pelo próprio Ministério Público. Em diferentes apurações, as autoridades examinaram possíveis conexões entre empresas do setor de transporte coletivo e membros da facção criminosa.
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Os promotores também associam a empresa ao antigo sistema de cooperativas que operava linhas de ônibus em São Paulo. Conforme a denúncia, algumas dessas estruturas teriam sido utilizadas por integrantes do PCC para ampliar sua influência sobre o setor de transporte urbano. Atualmente, a Transunião administra dois lotes do sistema municipal e teve sua origem na conversão de uma cooperativa em concessionária.
Movimentações financeiras somaram cerca de R$ 10 milhões
O nome da companhia aparece em operações anteriores, como a Fim da Linha e a Mafiusi. Nesta última, a Polícia Federal identificou movimentações financeiras entre empresas vinculadas ao chamado Concierge do PCC, William Barile Agati, e companhias de transporte urbano — entre elas, a Transunião. As transações mapeadas pelos investigadores totalizaram cifras da ordem de R$ 10 milhões.