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Três aliados de Bolsonaro buscam asilo político fora do Brasil e acusam STF de perseguição

Ausência simultânea de Eduardo Bolsonaro, Carla Zambelli e Alexandre Ramagem expõe nível inédito de ruptura institucional no país

A tensão entre o Tribunal Federal (STF) e parlamentares associados ao ex-presidente Jair Bolsonaro chegou a um ponto sem precedentes na política brasileira.
Três deputados federais do PL, Carla Zambelli e — deixaram o ou optaram por permanecer no exterior, afirmando temer perseguição política e ausência de garantias para julgamentos isentos.

Embora os processos contra cada um tenha particularidades, há um denominador comum: todos tramitam no STF, sob relatoria ou supervisão direta do ministro Alexandre de Moraes.
A confluência desses elementos fez crescer o discurso da oposição de que há uma escalada judicial voltada seletivamente contra parlamentares conservadores.

Eduardo Bolsonaro: investigação inicial e temor de medidas mais duras

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, está fora do Brasil há alguns meses. Segundo aliados, sua decisão de não retornar é motivada por receio de que o STF determine medidas cautelares mais restritivas caso avance o processo que o investiga.

Eduardo é réu na Corte por suposta tentativa de influenciar autoridades nos a interferirem nas investigações sobre Jair Bolsonaro.
Sua defesa rejeita a acusação e sustenta que há evidente componente político no caso.

Apesar de não haver condenação nem ordem de prisão, sua permanência fora do país é considerada uma decisão preventiva diante do histórico recente de decisões do STF.

Carla Zambelli: detida na Itália e aguardando extradição

A situação mais complexa é a da deputada Carla Zambelli (PL-SP). Ela está presa na Itália, onde aguarda a decisão sobre o pedido de extradição apresentado pelo governo brasileiro.

Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão, em procedimento relacionado ao episódio em que um hacker acessou sistemas do Judiciário brasileiro.
Para o Ministério Público, Zambelli incentivou a invasão; para ela, tratou-se de uma tentativa de demonstrar falhas do sistema eleitoral, jamais uma ordem para qualquer ato ilícito.

A parlamentar afirma ser vítima de perseguição por seus posicionamentos ideológicos e critica o que considera uma punição desproporcional.

Alexandre Ramagem: condenado a 16 anos e visto nos Estados Unidos

O caso mais recente é o do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Polícia Federal.
Ele deixou o Brasil há poucos dias e foi visto em Miami, na Flórida, segundo registros divulgados nesta semana.

Ramagem foi condenado pelo STF a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por suposta participação em uma tentativa de golpe de Estado.
O deputado sempre negou envolvimento e afirma que o processo não apresenta provas concretas contra ele.

A sua partida do país provocou forte impacto político entre aliados, que avaliam que o parlamentar pode formalizar um pedido de asilo político em solo norte-americano.

Um padrão comum entre os três parlamentares

O alinhamento entre os casos é evidente e tem sido enfatizado tanto por oposicionistas quanto por analistas:

  • todos são deputados federais do PL, partido de Jair Bolsonaro;
  • todos alegam serem alvo de perseguição por divergências políticas;
  • todos têm processos concentrados no STF, sob relatoria de Alexandre de Moraes;
  • todos optaram por não permanecer no Brasil devido ao que consideram um ambiente judicial hostil e imprevisível.

Lideranças da direita afirmam que o STF assumiu papel político e utiliza instrumentos penais para sufocar opositores.
Integrantes ligados ao governo e críticos de Bolsonaro respondem dizendo que as decisões seguem critérios técnicos e são baseadas em fatos concretos.

Outros casos reforçam narrativa de endurecimento

Além dos três deputados, a oposição cita episódios envolvendo outros nomes ligados ao bolsonarismo:

  • Daniel Silveira, condenado a 9 anos por ataques verbais ao STF;
  • Gustavo Gayer, alvo de processo, posteriormente suspenso pela Câmara;
  • assessores, influenciadores e apoiadores que foram presos preventivamente, tiveram redes bloqueadas ou são alvo de medidas cautelares do Supremo.

Para aliados de Bolsonaro, os episódios compõem “uma caçada política sem precedentes”.
Para críticos do bolsonarismo, trata-se do resultado de anos de radicalização e ataques às instituições, que agora exigem respostas firmes.

Um cenário inédito na história recente

A política brasileira enfrenta uma circunstância inédita:
três deputados federais da oposição, simultaneamente, vivendo no exterior ou buscando proteção política contra decisões do STF.

A fuga de Ramagem, a prisão de Zambelli fora do país e a ausência prolongada de Eduardo Bolsonaro criam uma situação que aprofunda o quadro de tensão institucional e amplia a percepção, entre setores da direita, de que o Brasil vive um ambiente de exceção.

Analistas avaliam que o episódio coloca o país sob observação internacional, em especial porque envolve:

  • acusações de judicialização da política;
  • acusações de instrumentalização da Justiça;
  • parlamentares eleitos buscando refúgio no exterior;
  • disputas entre Judiciário e oposição permeando o debate público.

O desfecho para cada caso ainda é incerto — e a crise, segundo observadores, está longe de terminar.


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  1. Este inútil Lula deveria ajudar os agricultores pequenos,médios, que sofrem para manter suas chácara,02 alqueires de sua família e é destas terrinhas que cuidam de suas famílias!! Mas o PT gosta de invasores, para depois venderem ou doaraem para os seus compadres,ou vende-las,e continuam a mesma manobra de sempre,pq dá certo!

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