Lula rebate e pede que Trump não interfira
Dias antes, na segunda-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou um recado direto ao republicano durante um evento de campanha realizado em Belém. Na ocasião, Lula destacou que Trump não deve “se meter” nas eleições brasileiras.
O petista já havia se pronunciado sobre o tema em entrevista recente a Christiane Amanpour, âncora da CNN. Na conversa, Lula voltou a chamar Trump de “imperador” e afirmou que o líder americano governa pela “lei do mais forte”.
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo “O Trump foi eleito para ser presidente dos EUA. Ele tem o direito de governar para EUA, mas ele não tem o direito de governar outros países. Não tem o direito de impor a sua vontade”, adicionou o presidente do Brasil em outro trecho da entrevista.
Abin teria alertado França e Alemanha sobre interferência estrangeira
Segundo apuração da agência de notícias Reuters, integrantes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) alertaram autoridades da França e da Alemanha a respeito de suposta interferência dos Estados Unidos e da Rússia no processo eleitoral brasileiro. De acordo com o relato, a ação americana iria “de ações judiciais até interferência abertamente reconhecida”.
Governo dos EUA nega qualquer interferência nas eleições brasileiras
Em entrevista concedida a Priscila Yazbek, correspondente da CNN Brasil, o governo norte-americano negou categoricamente qualquer envolvimento nas eleições do Brasil.
A porta-voz do Departamento de Estado americano Amanda Roberson assegurou que influenciar votações em outros países não faz parte da estratégia de Washington.
“Nos Estados Unidos, estamos focados nas nossas prioridades. Como falou o presidente Trump, estamos focados na segurança, na prosperidade, na paz. Trabalhando assim dentro de outros países sobre eleições não é parte da nossa estratégia”, afirmou.
Roberson também havia declarado que a Casa Branca acompanha a disputa presidencial brasileira, mas reconhece que o Brasil é um país soberano e defende a realização de um pleito livre.