Trump defende restrições de vistos na Copa do Mundo de 2026: ‘Que as pessoas certas entrem no país’
Donald Trump defendeu restrições de vistos durante a Copa do Mundo de 2026 e afirmou trabalhar para garantir que as pessoas certas entrem nos EUA
Por ContraFatos 10/06/2026 Atualizado em 10/06/2026
Trump em conversa com jornalistas Foto: Alex Wong/Getty Images
Presidente americano comenta polêmicas de entrada nos EUA durante o Mundial e diz trabalhar para garantir que ‘as pessoas certas’ ingressem no território
O capitão da seleção iraniana, Mehdi Taremi, fez duras críticas ao país anfitrião na manhã desta quarta-feira, 10, acusando os Estados Unidos de terem gerado “tensão” no torneio. Na avaliação do jogador, o “clima de amizade” típico das Copas do Mundo não está presente nesta edição. No mesmo dia, a ONU solicitou que os EUA “repensem profundamente” a política migratória enquanto o Mundial estiver em andamento.
Diante de uma série de episódios controversos — como o impedimento de entrada do árbitro Omar Artan, da Somália, as revistas rigorosas aplicadas à delegação de Senegal e a negativa de vistos ao Irã —, Donald Trump se pronunciou sobre o tema em conversa com jornalistas no poder Executivo.
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Ao ser questionado diretamente sobre as polêmicas envolvendo a concessão de vistos e o acesso ao território americano, o presidente foi categórico. “Estamos trabalhando atentamente para ter certeza de que as pessoas certas entrem no país”, afirmou.
Trump exalta números do torneio e cita conversa com presidente da Fifa
Apesar das controvérsias, o mandatário americano demonstrou entusiasmo com os resultados comerciais do evento. “É a Copa do Mundo mais bem sucedida que eles já tiveram”, declarou Trump. “Eles (Fifa) nunca venderam ingressos nesse nível, tão rapidamente”, complementou.
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No entanto, os dados oficiais revelam um cenário diferente do otimismo presidencial. Cerca de 180 mil ingressos ainda estão à disposição na plataforma oficial de revenda da Copa do Mundo de 2026, abrangendo 87 dos 104 jogos programados para o torneio.
Trump também mencionou ter conversado com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, na manhã daquele dia. “Eu falei com Gianni pela manhã. Ele disse que nunca aconteceu nada parecido com o que está acontecendo”, relatou o presidente americano.
Contexto político inédito marca o Mundial nos EUA
Esta é a primeira vez que uma Copa do Mundo acontece nos Estados Unidos com o Partido Republicano no comando do país. Na edição anterior realizada em solo americano, em 1994, o democrata Bill Clinton ocupava a Casa Branca.
Desde que retornou ao poder — após seu primeiro mandato, de 2017 a 2021 —, Trump implementou políticas migratórias e de ingresso no país significativamente mais rígidas. Essas restrições acabaram se estendendo ao maior evento do futebol mundial, gerando uma sequência de incidentes diplomáticos que marcam esta edição do torneio.