Também se uniu às operações o USS Newport News, um submarino da classe Los Angeles com propulsão nuclear, equipado com 24 mísseis e torpedos laterais, além de 12 tubos verticais para lançamento simultâneo de mísseis Tomahawk.
Supremacia naval frente ao regime chavista
Com essas novas embarcações, os EUA ampliam seu poder de fogo naval em mais de 50%, o que supera amplamente as capacidades militares da Venezuela. Apesar de Caracas dispor de mísseis antinavio fornecidos por China, Rússia e Irã, o desequilíbrio tecnológico é evidente.
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Entrar no grupo Diante da movimentação americana, Maduro anunciou a mobilização de 4,5 milhões de integrantes da Milícia Nacional Bolivariana, embora especialistas indiquem que apenas 220 mil desses milicianos estão realmente treinados. O ditador convocou voluntários na tentativa de atingir o número projetado.
No aspecto militar, a força dessa milícia é limitada, pois opera apenas com armas leves. Ainda nesta segunda-feira, Maduro informou que enviaria 15 mil soldados de elite à fronteira com a Colômbia.
Possível chegada de reforços adicionais
Crescem os rumores de que três navios de desembarque ligados à Quarta Frota dos EUA estejam a caminho para reforçar a operação. O patrulhamento aéreo constante com aeronaves espiãs P-8 Poseidon continua ativo na região do Caribe.
Narcotráfico na mira de Washington
Desde seu primeiro mandato, o presidente Donald Trump tem mantido pressão constante sobre a Venezuela, com base em ligações diretas do regime com o tráfico de drogas. Maduro foi indiciado por narcoterrorismo em Nova York, em 2020, acusação que ele nega, alegando tratar-se de propaganda.
Com o crescimento do Cartel de Sinaloa, Trump passou a tratá-lo como organização terrorista, ao lado da gangue Tren de Aragua, originária da Venezuela. No início de agosto, os EUA anunciaram operação naval permanente no Caribe para conter o tráfico internacional.
A ofensiva se intensificou após o governo americano oferecer uma recompensa de US$ 50 milhões pela captura de Maduro. Na ocasião, a Casa Branca alertou que utilizaria “toda a força” contra Caracas.
A presença do cruzador e do submarino já vinha sendo especulada e foi confirmada pela agência Reuters na noite de segunda-feira. Um diplomata americano declarou ao jornal Folha de S.Paulo que a estratégia agressiva deve prosseguir, dada a prioridade do governo Trump no combate ao narcotráfico.