O prefeito nova-iorquino baseou sua argumentação no mandado de prisão emitido contra Netanyahu em novembro de 2024, pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Vale ressaltar que nem Israel nem os Estados Unidos são signatários do TPI.
Trump culpa governos anteriores e defende Israel
Na mesma publicação, Trump saiu em defesa de Netanyahu ao afirmar que o premiê “está lutando contra a República Islâmica do Irã, que recentemente matou 52 mil manifestantes inocentes e passou os últimos 47 anos matando soldados americanos e outras pessoas”. O presidente direcionou a responsabilidade a gestões anteriores, que, segundo ele, falharam em confrontar o regime iraniano.
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo “Os únicos que deveriam ser presos são as pessoas que levaram o Irã a esta espiral sem precedentes de morte e destruição — algo que deveria ter sido resolvido anos atrás, por presidentes anteriores!”, concluiu Trump.
Gabinete israelense reage e chama TPI de “tribunal de fachada”
Antes mesmo da manifestação de Trump, o gabinete de Netanyahu já havia se pronunciado. No domingo (19), uma nota oficial publicada na rede social X classificou o TPI como uma corte sem legitimidade.
“O TPI é um tribunal de fachada que não tem jurisdição sobre americanos ou israelenses. Seu mandado de prisão fraudulento contra o primeiro-ministro Netanyahu foi emitido por um ex-procurador do TPI, Karim Khan, que caiu em desgraça, poucos dias antes de as alegações de má conduta sexual contra ele se tornarem públicas. Foi uma clara tentativa de Khan de desviar a atenção pública e buscar proteção contra o escrutínio”, alega o gabinete israelense.
A nota prossegue destacando que “sob a liderança do primeiro-ministro Netanyahu, Israel tomou medidas sem precedentes em tempos de guerra para minimizar os danos a civis enquanto enfrenta o Hamas, uma organização terrorista genocida que usa palestinos como escudos humanos e ataca deliberadamente civis israelenses inocentes”.
Críticas diretas ao prefeito de Nova York
O comunicado do governo israelense também mirou diretamente em Zohran Mamdani, sugerindo que o prefeito deveria se concentrar em “reparar os danos que suas políticas causaram a Nova York”, em vez de se ocupar com questões de política internacional.