Escalada militar dos EUA no Caribe
No dia 3 de outubro, um drone norte-americano bombardeou uma lancha no sul do Caribe, matando quatro tripulantes, em uma operação descrita pelo Departamento de Defesa dos EUA como parte da ofensiva contra “terroristas ligados ao narcotráfico”.
Segundo o secretário de Defesa Pete Hegseth, foi o quarto ataque desde setembro, todos direcionados a embarcações suspeitas de transportar drogas e armas.
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo Durante um discurso, o presidente Donald Trump exaltou os resultados da estratégia militar.
“Está funcionando”, afirmou. “Não há mais barcos no mar. Eles desapareceram.”
Trump sinalizou ainda que a próxima fase poderá envolver operações terrestres, sem detalhar o alcance das ações — o que analistas interpretam como um recado direto a Maduro.
Washington mira o regime chavista
Desde fevereiro, o governo norte-americano classificou nove cartéis latino-americanos como organizações terroristas estrangeiras. Em agosto, Trump teria assinado uma diretriz secreta autorizando o uso de força militar contra esses grupos.
Além dos ataques recentes, o Departamento de Estado alertou que “novas ações podem ocorrer”, com o objetivo de “eliminar os narcoterroristas e libertar o hemisfério ocidental de sua influência”.
Os Estados Unidos acusam Maduro e generais venezuelanos de comandar o Cartel dos Sóis, organização ligada ao tráfico internacional de drogas e associada ao grupo criminoso Tren de Aragua.
O aumento do reforço militar no Caribe, com destróieres equipados com mísseis Tomahawk e caças F-35 estacionados em Porto Rico, indica que Washington considera operações diretas em território venezuelano.
Relações diplomáticas rompidas e tensão política
Trump rompeu relações diplomáticas com Caracas e, segundo fontes da Casa Branca, alega ter autoridade legal para agir militarmente com base na ameaça que os cartéis representariam à segurança dos Estados Unidos.
O Congresso norte-americano, dominado por republicanos, não tem demonstrado resistência à estratégia, o que reforça a percepção de que Maduro voltou a ser um alvo direto de Washington.
Enquanto isso, María Corina Machado, agora laureada com o Nobel, mantém o discurso de que o “próximo prêmio será a liberdade da Venezuela”, tornando-se um elemento simbólico central da pressão internacional sobre o regime chavista.