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Trump ironiza ambientalistas diante de onda de frio histórica nos EUA

Presidente questiona aquecimento global enquanto tempestade de inverno leva Estados a decretarem emergência

O presidente dos Estados Unidos, Donald , voltou a provocar defensores das teorias climáticas ao comentar a onda de frio recorde que atinge grande parte do país. Em meio à chegada de uma tempestade de inverno de grandes proporções, Trump ironizou o discurso ambientalista ao questionar, em publicação nas redes sociais, o destino do aquecimento global.

A ocorreu enquanto autoridades estaduais adotavam medidas emergenciais para enfrentar o avanço do frio extremo, que deve impactar mais de 170 milhões de pessoas nos próximos dias, segundo estimativas oficiais.

Estados decretam emergência e mobilizam estruturas

A previsão de nevascas intensas e temperaturas excepcionalmente baixas levou Nova York, Geórgia e Mississippi a decretarem estado de emergência nesta sexta-feira (23). A decisão permite acelerar a coordenação de recursos locais e estaduais e, se necessário, solicitar apoio federal.

Em Nova York, regiões como Fort Drum já registraram condições severas. A governadora Kathy Hochul autorizou que a maior parte dos servidores estaduais trabalhe remotamente, mantendo presencial apenas as equipes essenciais para resposta a emergências. Em áreas do norte do Estado, a sensação térmica pode chegar a -50 °C, o que levou autoridades a recomendarem que a população evite deslocamentos desnecessários.

A ironia de Trump nas redes sociais

Em publicação na Truth Social, Trump destacou a extensão do fenômeno climático e aproveitou para criticar militantes ambientais.

“Onda de frio recorde esperada para atingir 40 Estados. Raramente se viu algo assim antes. Os insurrecionistas ambientais poderiam explicar — O que aconteceu com o aquecimento global?

A declaração repercutiu amplamente e reacendeu o debate político em torno das mudanças climáticas e da interpretação de eventos extremos.

Transporte aéreo entra em colapso parcial

A tempestade já provoca impactos significativos no transporte aéreo. Companhias como American Airlines e Southwest Airlines cancelaram, respectivamente, 19% e 10% dos voos programados para o sábado. No Aeroporto Internacional de Dallas-Fort Worth, cerca de dois terços das operações foram suspensas.

As empresas informaram que estão flexibilizando regras de remarcação, realocando aeronaves e ajustando equipes para reduzir os transtornos aos passageiros.

Alertas de saúde e segurança à população

Especialistas e autoridades pedem que os alertas sejam levados a sério. A recomendação é que as pessoas se vistam em camadas, protejam a pele exposta e fiquem atentas aos sinais de hipotermia e congelamento. Atividades físicas intensas, como retirar neve, exigem cautela, pois o frio extremo pode agravar problemas cardíacos e respiratórios.

Grupos mais vulneráveis — como crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas — devem redobrar os cuidados. Quem não dispõe de moradia fixa ou aquecimento adequado enfrenta riscos maiores e deve procurar abrigos aquecidos.

Após a exposição ao frio, o aquecimento deve ser gradual, evitando fontes diretas de calor, que podem causar queimaduras. O uso de aquecedores requer atenção à ventilação e ao espaço ao redor.

Trajetória e intensidade da tempestade

O sistema climático começou nas Montanhas Rochosas na sexta-feira (23) e avança para o leste, alcançando o meio-oeste, o sudeste, a região dos Apalaches e o nordeste entre domingo (25) e segunda-feira (26). Em diversas áreas, a previsão indica até 30 centímetros de neve, além de acúmulo de gelo ao sul e risco de apagões.

Meteorologistas apontam incertezas quanto ao trajeto exato e à divisão entre neve e chuva congelante. O fenômeno resulta do encontro de ar polar canadense, impulsionado pelo vórtice polar, com massas de ar quente e úmido vindas do sul — combinação que torna as condições ao ar livre especialmente perigosas.As informações são da Revista Oeste. 

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