O republicano sustentou sua decisão com o argumento de que as crianças estariam sendo submetidas a mais vacinas do que seus organismos conseguiriam suportar. Segundo ele, espaçar as doses seria a solução adequada.
“Com efeito imediato, meu governo está reconhecendo recomendações de padrão ouro para vacinação infantil de apenas 11 vacinas essenciais contra as doenças mais graves e perigosas, juntamente com a MMR, que esperamos que seja dividida. Os Estados Unidos recomendaram mais vacinas infantis do que qualquer país comparável, e até duas vezes mais doses do que alguns países europeus” — afirmou Trump.
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Entrar no grupo Quais vacinas permanecem no calendário oficial
De acordo com a ordem executiva, a Casa Branca passou a recomendar apenas imunizantes contra as seguintes doenças: sarampo, caxumba, rubéola, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, Hib, doença pneumocócica, HPV e varicela (catapora).
Vacinas restritas a grupos de alto risco
O documento também estabeleceu que apenas crianças consideradas de alto risco devem ser aconselhadas a receber imunização contra o VSR (vírus sincicial respiratório), hepatite A, hepatite B, meningococo B, meningococo ACWY e dengue.
Pressão sobre os estados para adequação às novas diretrizes
O governo federal sinalizou que pretende pressionar os estados americanos a reestruturarem suas normas de vacinação, de modo que passem a seguir as novas diretrizes estabelecidas pela Casa Branca.
Especialistas e legisladores criticam a decisão
A medida gerou forte reação entre profissionais de saúde e parlamentares. Especialistas alertaram que separar ou espaçar as vacinas eleva o risco de a criança contrair alguma doença no período entre uma consulta e outra. Eles também reforçaram que o calendário vacinal vigente foi construído ao longo de décadas de pesquisas e evidências científicas.
O senador republicano e médico Bill Cassidy foi um dos críticos mais contundentes. Em publicação nas redes sociais, ele contestou frontalmente a ordem executiva:
“Esta ordem executiva está errada. O presidente não tem a experiência necessária para fazer essas mudanças. As vacinas são extremamente seguras. As vacinas são eficazes. As vacinas NÃO causam autismo. Dividir as vacinas significa que as crianças terão que tomar mais doses para obter a mesma proteção, e não menos. Isso aumentará a hesitação e deixará as crianças menos seguras” — avaliou Cassidy.