Trump solicita à FIFA revisão de cartão vermelho dado a jogador dos EUA e chama árbitro brasileiro de ‘suspeito’
Donald Trump revelou ter pedido à FIFA revisão do cartão vermelho de Balogun e criticou o árbitro brasileiro Raphael Claus
Por ContraFatos 06/07/2026 Atualizado em 06/07/2026
Trump pediu que FIFA revisasse cartão Fotos: EFE/EPA/SHAWN THEW / POOL // MICHAEL STEELE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
Presidente norte-americano afirmou em entrevista na Casa Branca que pediu nova análise da expulsão de Folarin Balogun contra a Bósnia e Herzegovina
Durante uma entrevista coletiva realizada no Salão Oval da Casa Branca nesta segunda-feira (6), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que entrou em contato com a FIFA para solicitar a revisão do cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun. O lance polêmico aconteceu na partida entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina, válida pela fase de 16 avos da Copa do Mundo, disputada na última quarta-feira (1°).
Críticas ao árbitro brasileiro Raphael Claus
Além de questionar a decisão sobre o cartão, Trump direcionou críticas ao árbitro brasileiro responsável pela partida, Raphael Claus, classificando-o como “suspeito”. O presidente não poupou palavras ao comentar o histórico do juiz.
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– Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele. Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado – declarou.
O lance que gerou a polêmica
A expulsão de Balogun ocorreu aos 18 minutos do segundo tempo. Raphael Claus consultou o árbitro de vídeo (VAR) antes de tomar a decisão de expulsar o atacante norte-americano por um pisão no tornozelo do jogador bósnio Muharemovic.
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O presidente fez questão de negar que tenha tentado interferir diretamente no andamento do torneio. Segundo ele, a solicitação foi apenas para que o lance fosse reanalisado, sem pressão sobre o resultado.
– Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à FIFA o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA – afirmou o presidente norte-americano.
A declaração de Trump reacende o debate sobre os limites entre política e esporte, especialmente em uma Copa do Mundo sediada nos Estados Unidos. A postura do mandatário ao questionar publicamente um árbitro e solicitar revisão de decisão de campo à entidade máxima do futebol mundial é considerada incomum no cenário esportivo internacional.