O republicano destacou ainda que, em sua avaliação, “Departamento de Guerra é muito mais apropriado, especialmente ao considerar o cenário mundial atual”.
Justificativas históricas apresentadas pelo presidente
Em sua fala, Trump recuperou episódios marcantes do passado militar norte-americano. Relembrou as vitórias do país nas duas guerras mundiais e em conflitos anteriores, mas criticou o período pós-2ª Guerra, quando o órgão foi rebatizado como Departamento de Defesa. Para ele, essa mudança refletiu uma mudança de mentalidade que, em sua visão, enfraqueceu a postura combativa.
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Entrar no grupo “Temos as melhores Forças Armadas do mundo, os melhores equipamentos, os melhores homens”, afirmou o presidente. “Novas fábricas de equipamentos. Ninguém consegue competir.”
Secretário ganha novo título e reforça o tom combativo
No mesmo evento, o atual secretário de Defesa, Pete Hegseth, foi apresentado pela primeira vez como secretário de Guerra. Ele elogiou a decisão de Trump, dizendo que a alteração recupera o “espírito guerreiro” das Forças Armadas norte-americanas.
“Depois de vencer a Guerra da Independência em 1789, George Washington criou o Departamento de Guerra, tendo Henry Knox como primeiro secretário”, lembrou Hegseth. “O país venceu todas as grandes guerras depois disso. Mudamos o nome após a 2ª Guerra Mundial para Departamento de Defesa e, como o senhor observou, presidente, não vencemos mais nenhum grande conflito desde então.”
Impactos e próximos passos da decisão
Hegseth defendeu que a medida não deve ser vista apenas como mudança de nomenclatura, mas como um reposicionamento estratégico. “Palavras importam”, disse. “É restaurar, como o senhor nos orientou, presidente, a mentalidade guerreira, a vitória e a clareza como objetivo final. A intencionalidade no uso da força.”
Segundo a ordem executiva, o termo Departamento de Guerra será usado em conjunto com a designação oficial de Departamento de Defesa, assim como a nomenclatura de “secretário de Guerra” para o atual chefe da pasta.
Um comunicado da Casa Branca esclareceu que a implementação plena da medida ainda depende de trâmites no Congresso, já que cabe ao Legislativo a criação de departamentos executivos federais. Apesar disso, Trump demonstrou confiança: “Vamos seguir com isso, com muita determinação”.