TSE nega credenciamento de organização espanhola que pretendia observar eleições de 2026
TSE negou pedido de grupo espanhol para observar eleições de 2026 após identificar falta de credenciais e vínculos com bolsonaristas
Por ContraFatos 29/07/2026 Atualizado em 29/07/2026
Nunes Marques. Foto: Antonio Augusto/STF
Diretoria Internacional do tribunal identificou vínculos de membros do grupo com figuras ligadas ao bolsonarismo e ausência de legitimidade institucional
Uma organização sediada na Espanha chamada Eurolat Global Democracy Forum teve seu pedido de credenciamento como missão internacional de observação nas eleições brasileiras de 2026 rejeitado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão partiu da Diretoria Internacional do TSE, órgão criado neste ano pelo presidente da Corte, ministro Nunes Marques.
Quem é o Eurolat Global Democracy Forum
A entidade se apresenta como um fórum da sociedade civil que atua sob o lema “por eleições livres, transparentes e confiáveis”. Porém, conforme avaliação do tribunal, o grupo não possui mandato eletivo, chancela governamental nem autoridade legislativa — requisitos considerados relevantes para esse tipo de atuação.
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De acordo com o entendimento do TSE, missões de observação eleitoral precisam estar vinculadas a instituições com atuação consolidada e legitimidade reconhecida na área. Organismos internacionais, universidades, centros de pesquisa e entidades especializadas são exemplos de organizações que preenchem esses critérios.
Conexões com críticos do sistema eleitoral brasileiro
Ao analisar a composição da missão proposta, integrantes do TSE constataram que alguns membros do grupo mantêm relações com figuras abertamente críticas ao sistema eleitoral do Brasil.
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O nome apontado como chefe da missão é Ahmed Adeeb, ex-vice-presidente das Maldivas. Adeeb foi condenado a 20 anos de prisão por corrupção em seu país de origem.
Outro integrante identificado é o brasileiro Maurício Galante, que exerce o cargo de vereador em Arlington, no Texas, nos Estados Unidos. Galante se apresenta como presidente do Instituto Harpia nos EUA.
Instituto Harpia e o vínculo com Bolsonaro
No Brasil, o Instituto Harpia é presidido pelo ex-deputado federalMajor Vitor Hugo e tem o ex-presidente Jair Bolsonaro como presidente de honra. A entidade adota o slogan “Asas da Ação e da Liberdade” em suas redes sociais.
O TSE também levantou informações de que integrantes da associação mantêm contato com o jornalista Paulo Figueiredo, aliado do senador Flávio Bolsonaro e conhecido crítico do sistema eleitoral brasileiro.
Outros pedidos em análise
Além do caso envolvendo o Eurolat Global Democracy Forum, outros dois pedidos de credenciamento para observação internacional das eleições de 2026 ainda estão sendo avaliados pelo TSE. O tribunal não divulgou detalhes sobre essas solicitações até o momento.