Turquia restringe redes sociais após protestos contra repressão em Istambul
Turquia bloqueia redes sociais após protestos do CHP em Istambul, aumentando tensão entre governo e oposição.
Por ContraFatos 08/09/2025 Atualizado em 08/09/2025
Ekrem Imamoglu, prefeito de Istambul, na Turquia | Foto: Medyascope TV/Wikimedia Commons
Governo restringe acesso a plataformas digitais em meio a tensão política com o CHP
Após protestos convocados pela oposição, usuários em toda a Turquia enfrentaram dificuldades para acessar redes sociais e aplicativos de mensagens como X, YouTube, Instagram, Facebook, TikTok e WhatsApp. O monitor global de conectividade NetBlocks confirmou que múltiplas redes de internet apresentaram restrições desde a noite de domingo (7).
Bloqueio ocorre após ação policial contra sede da oposição
A Associação pela Liberdade de Expressão da Turquia, que acompanha casos de censura digital, informou que o bloqueio ocorreu logo depois das manifestações organizadas pelo Partido Republicano do Povo (CHP), principal legenda opositora. Os protestos foram convocados em resposta ao cerco policial à sede do partido em Istambul.
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Oposição denuncia intimidação política
Segundo o CHP, a mobilização buscava contestar o que considera um ato de repressão e “intimidação” por parte das autoridades. O partido afirma que as medidas representam uma tentativa de enfraquecer a oposição em meio a um ambiente de crescente tensão política.
A legenda enfrenta uma série de processos judiciais que já resultaram em centenas de investigações, incluindo a prisão do prefeito de Istambul, Ekrem Imamoglu, em março. O episódio desencadeou as maiores manifestações populares da Turquia nos últimos dez anos.
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Além disso, a Justiça determinou a destituição do chefe do CHP em Istambul, alegando irregularidades no congresso partidário realizado em 2023. O presidente nacional do partido, Özgür Özel, denunciou perseguição política e acusou o Judiciário de interferir diretamente nas atividades da legenda.
Governo defende medidas
Em resposta, o ministro do Interior, Ali Yerlikaya, justificou as ações afirmando que “o cumprimento das ordens judiciais é essencial para manter o estado de direito”. O ministro também ressaltou que o governo não tolerará “ações públicas ilegais” que possam ameaçar a ordem e a segurança.