Presidente do PL afirma que acordo previa barrar investigação no Senado
O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e outras autoridades tentaram firmar um acordo para impedir a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar o caso do Banco Master.
Segundo Valdemar, a proposta previa a votação do projeto da chamada “dosimetria” no lugar da abertura da CPI. Ele disse ter rejeitado a oferta.
“Eles querem votar a dosimetria, desde que não faça a CPI do Banco Master no Senado”, declarou. “O Alcolumbre é um deles”, acrescentou.
Proposta foi recusada
A declaração foi dada ao programa Canal Livre, da TV Band. De acordo com o dirigente partidário, a proposta envolveria a retirada da CPI da pauta em troca do avanço do projeto que trata da dosimetria das penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro.
Valdemar afirmou que recusou o acordo porque “não tem condições” de aceitar a troca. Ele também declarou que já houve outras tentativas de negociação envolvendo a votação da dosimetria, mas que os compromissos assumidos não teriam sido cumpridos.
CPI pode “parar o Brasil”, diz dirigente
Para o presidente do PL, a CPI do Banco Master teria potencial de grande repercussão política e institucional.
“A CPI do Banco Master vai parar o Brasil”, afirmou. Ele disse acreditar que a investigação poderia revelar um esquema de grandes proporções.
“Isso pode virar o mundo de ponta-cabeça. A gente nem sabe o que está por vir”, declarou.
Segundo Valdemar, há informações de que prefeitos teriam sido pressionados a investir no banco por meio da compra de títulos e ações. Ele também sugeriu que estados e municípios poderiam estar envolvidos em operações relacionadas à instituição financeira.
Até o momento, não houve manifestação pública de Davi Alcolumbre sobre as declarações.