Valdemar Costa Neto em entrevista ao Canal Livre. Foto: Captura YouTube/Bandnews TV Valdemar Costa Neto em entrevista ao Canal Livre. Foto: Captura YouTube/Bandnews TV

Valdemar Costa Neto diz que Davi Alcolumbre tentou trocar CPI do Master por votação da dosimetria

Presidente do PL afirma que acordo previa barrar investigação no Senado

O presidente do Partido Liberal (PL), , afirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e outras autoridades tentaram firmar um acordo para impedir a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar o caso do Banco Master.

Segundo Valdemar, a proposta previa a votação do projeto da chamada “dosimetria” no lugar da abertura da CPI. Ele disse ter rejeitado a oferta.

“Eles querem votar a dosimetria, desde que não faça a CPI do Banco Master no Senado”, declarou. “O Alcolumbre é um deles”, acrescentou.

Proposta foi recusada

A declaração foi dada ao programa Canal Livre, da TV Band. De acordo com o dirigente partidário, a proposta envolveria a retirada da CPI da pauta em troca do avanço do projeto que trata da dosimetria das penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro.

Valdemar afirmou que recusou o acordo porque “não tem condições” de aceitar a troca. Ele também declarou que já houve outras tentativas de negociação envolvendo a votação da dosimetria, mas que os compromissos assumidos não teriam sido cumpridos.

CPI pode “parar o Brasil”, diz dirigente

Para o presidente do PL, a CPI do Banco Master teria potencial de grande repercussão política e institucional.

“A CPI do Banco Master vai parar o Brasil”, afirmou. Ele disse acreditar que a investigação poderia revelar um esquema de grandes proporções.

“Isso pode virar o mundo de ponta-cabeça. A gente nem sabe o que está por vir”, declarou.

Segundo Valdemar, há informações de que prefeitos teriam sido pressionados a investir no banco por meio da compra de títulos e ações. Ele também sugeriu que estados e municípios poderiam estar envolvidos em operações relacionadas à instituição financeira.

Até o momento, não houve pública de Davi Alcolumbre sobre as declarações.


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