Servidor do Serpro é apontado como responsável pelo acesso
Segundo informações obtidas por este portal, os dados teriam sido acessados por um funcionário do Serpro — empresa de tecnologia que presta serviços ao governo federal — que estava cedido à Receita Federal. O servidor atua no Rio de Janeiro.
Até o momento, não há confirmação sobre eventual utilização prática das informações obtidas de forma irregular.
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Entrar no grupo STF solicitou auditoria antes da operação
A Receita Federal reconheceu oficialmente que ocorreu vazamento de dados envolvendo integrantes do STF. A auditoria nos sistemas foi solicitada pelo próprio Supremo.
“Em 12 de janeiro desde ano, o STF solicitou à Receita Federal auditoria em seus sistemas para identificar desvios no acesso a dados de ministros da Corte, parentes e outros nos últimos 3 anos. O trabalho foi incluído em procedimento que já havia sido aberto no dia anterior pela Corregedoria da Receita Federal com base em notícias veiculadas pela imprensa”, declarou o órgão.
Ainda segundo a Receita:
“A auditoria, que envolve dezenas de sistemas e contribuintes, está em andamento, sendo que desvios já detectados foram preliminarmente informados ao relator no STF”, acrescentou.
Mandados foram cumpridos em três estados
Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, a PF executou quatro mandados de busca e apreensão relacionados ao caso. As ordens judiciais foram solicitadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
A operação ocorreu nesta terça-feira e tramita no âmbito do inquérito das fake news. Os mandados foram cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
Além das buscas, medidas cautelares também foram impostas. Em nota oficial, a Polícia Federal informou:
“Além das buscas, foram determinadas medidas cautelares, entre elas o monitoramento por tornozeleira eletrônica, o afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do país”.
Investigação foi aberta de ofício por Moraes
Em janeiro, Alexandre de Moraes determinou, de ofício, a abertura de investigação para apurar se houve quebra irregular de sigilo fiscal de integrantes do STF por parte da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
O procedimento tramita como anexo do inquérito das fake news.
Corte foi informada sobre novas quebras
Conforme noticiado pela Folha de S. Paulo nesta terça-feira, 17, membros do Supremo foram comunicados de que houve quebra de sigilo envolvendo não apenas magistrados, mas também cônjuges e ex-cônjuges.
Até o momento, os integrantes da Corte não receberam informações sobre quem seriam os responsáveis pelo vazamento.