Comparação com o salário mínimo ampliou a polêmica
A controvérsia aumentou após cálculos divulgados por usuários nas redes sociais, que compararam o valor do vestido com o salário mínimo vigente no país.
– “O vestido que Delcy Rodríguez usou em sua posse custou 742 dólares. O salário mínimo é de 130 bolívares, o equivalente a 0,42 dólar. Para economizar 742 dólares: 742/0,42 = 1.767 meses. Isso significa que, na Venezuela, você levaria 147 anos para comprar aquele vestido, sem gastar um centavo com comida” – calculou uma usuária do X.
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Entrar no grupo Segundo essa estimativa, um trabalhador venezuelano precisaria de quase 150 anos de salário integral para adquirir a peça usada pela presidente interina.
Contradição com discurso chavista
Além do valor, a origem do vestido também foi alvo de críticas. A opção por uma grife europeia foi apontada como incompatível com a ideologia anticapitalista do governo chavista, que historicamente critica o consumo de luxo e o modelo econômico ocidental.
Para críticos do regime, o episódio simboliza um distanciamento entre o discurso oficial e as práticas da cúpula do poder, especialmente em um contexto de escassez, inflação e dificuldades no acesso a itens básicos.
Cerimônia foi conduzida pelo irmão
A posse presidencial foi conduzida por Jorge Rodríguez, irmão de Delcy. Durante a cerimônia, a presidente interina fez um juramento solene, prometendo dedicação total ao país.
Ela afirmou jurar pela sua honra que não descansará seu braço e sua alma “até ver a Venezuela alcançar o seu devido destino, o pedestal de honra histórica que merece como nação livre, soberana e independente”.
Em outro trecho do discurso, declarou:
– “Juro, pelo povo da Venezuela, que não descansarei um único minuto para garantir a paz da república, a tranquilidade espiritual do nosso povo e o bem-estar econômico e social do nosso povo.”
Contexto da mudança de poder
Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina após os Estados Unidos realizarem uma operação para retirar Nicolás Maduro do poder e levá-lo ao território norte-americano, onde será julgado por crimes relacionados ao tráfico internacional de drogas.
Considerada a número dois do governo chavista, Delcy afirmou que pretende cooperar com o presidente dos EUA, Donald Trump, enquanto permanecer no cargo.