Patrimônio declarado versus remuneração oficial
Os investigadores destacam que o conjunto de bens atribuído ao vereador não condiz com sua remuneração oficial, que gira em torno de R$ 26 mil por mês. Entre os imóveis declarados está um apartamento no bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo, onde Senival foi preso. Esse imóvel foi registrado nas eleições de 2024 pelo valor de R$ 820 mil.
Unidades com características semelhantes no mesmo edifício são anunciadas atualmente por valores que variam entre R$ 1,6 milhão e R$ 2,8 milhões. Os apartamentos contam com 167 metros quadrados, quatro dormitórios, quatro banheiros e três vagas de garagem.
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Entrar no grupo Sítio em Minas Gerais considerado peça-chave
O relatório que embasou a prisão faz menção ainda a um sítio localizado em Extrema, Minas Gerais, classificado pela Polícia Civil como um imóvel de “elevado padrão”. A propriedade foi declarada à Justiça Eleitoral pelo valor de R$ 200 mil. Segundo os investigadores, mensagens interceptadas durante a operação revelam negociações de valores acertados nesse endereço, o que reforçou a identificação do parlamentar no esquema.
Conforme a investigação, um operador financeiro do PCC combinou com um ex-diretor de empresa de ônibus o pagamento destinado a Senival justamente na cidade mineira de Extrema, onde se encontra o sítio.
Defesa alega valorização natural do mercado
Os advogados de Senival Moura contestam a tese de patrimônio incompatível. Segundo a defesa, o apartamento no Tatuapé foi adquirido ainda na planta por aproximadamente R$ 600 mil, em parcelas. Quanto à diferença entre o valor de aquisição e os preços praticados atualmente, os representantes legais alegam que se trata de um fenômeno de mercado.
“Eventual valorização imobiliária ocorrida ao longo dos anos decorre exclusivamente das condições do mercado, não representando o valor de aquisição do bem”, disseram os advogados, em nota publicada pelo portal Metrópoles.
Passado conturbado com a própria facção
Senival Moura chegou a ser jurado de morte pelo próprio PCC por suspeita de roubar recursos da facção, o que evidencia a complexidade das relações entre o parlamentar e a organização criminosa.