Diferenças de valores chamam atenção
O item que motivou a denúncia foi a compra de 280 floreiras modelo “Cristina”, fabricadas em concreto armado. No contrato nº 2601.4013/2024, firmado com o Consórcio Concrepoxi–EIP, cada unidade custou R$ 14.676,74.
A comparação feita pelo vereador toma como referência a aquisição do mesmo modelo pela Prefeitura de Porto Alegre, onde o valor unitário foi de R$ 5.235,77.
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Entrar no grupo Se os preços adotados na capital gaúcha fossem aplicados a Recife, o custo total seria de R$ 1,46 milhão, e não os R$ 4,1 milhões pagos pela gestão João Campos. A diferença — R$ 2,64 milhões — corresponde a cerca de 180% de sobrepreço, segundo Medina.
Obra já atrasou mais de seis meses, diz vereador
Além da suspeita de superfaturamento, o parlamentar destaca que a obra da orla, que já ultrapassou R$ 100 milhões em investimentos públicos, acumula mais de seis meses de atraso. Para ele, isso reforça a necessidade de uma revisão rigorosa dos contratos e da execução do projeto.
O que pedem as representações
Nas solicitações enviadas ao MPPE e ao TCE-PE, Medina requer:
- abertura formal de investigação;
- acesso integral ao processo licitatório;
- auditoria técnica especializada;
- identificação dos responsáveis pela formação dos preços;
- e, se necessário, adoção de medidas cautelares para resguardar o erário.
Ele também pede que os resultados sejam encaminhados ao Ministério Público de Contas para possível responsabilização cível, administrativa e penal.
O vereador resumiu sua posição afirmando:
“Estamos diante de uma possível fraude milionária. O Recife não pode pagar quase três vezes mais pelo mesmo produto que outras capitais compram por um terço do preço. O dinheiro do povo precisa ser respeitado.”As informações são da Revista Oeste.