Decisão judicial que garantiu a soltura
A desembargadora Carla Rahal, da 11ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, foi responsável por revogar a prisão temporária do parlamentar. A magistrada entendeu que a custódia havia excedido o prazo legal de cinco dias, o que tornava a manutenção da prisão ilegal. Diante disso, expediu o alvará de soltura.
Pronunciamento na tribuna da Câmara
De volta à tribuna pouco mais de um mês após ser libertado, Senival Moura afirmou que foi tratado como “o demônio” pelas autoridades ao longo da investigação. O vereador petista reforçou que não mantém vínculo com organizações criminosas e se declarou o principal interessado no esclarecimento dos fatos.
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Entrar no grupo “O maior interessado nessa investigação chama-se vereador Senival Moura”, declarou.
O parlamentar também aproveitou o discurso para agradecer o apoio que recebeu durante o período de encarceramento.
Acusações do Ministério Público
De acordo com o Ministério Público, Senival Moura seria um dos proprietários da Transunião, empresa que teria funcionado como instrumento para lavagem de recursos ligados ao PCC. A investigação aponta ainda que, entre janeiro de 2019 e maio de 2022, o vereador movimentou R$ 8,6 milhões em contas bancárias. Desse montante, R$ 2,3 milhões não teriam origem identificada.
Não há informação pública sobre qual teria sido o valor eventualmente devolvido por Senival Moura ao grupo criminoso.
Amizade com investigado por homicídio
Durante o pronunciamento, o vereador confirmou manter amizade com Devanil de Souza Nascimento, conhecido como “Sapo”. Ex-funcionário da Transunião, Devanil é investigado pelo assassinato de Adauto Soares Jorge, que presidia a empresa. Segundo Senival, a relação entre os dois existe há bastante tempo.