Agência de turismo de luxo pertence à filha de Guido Mantega
Os roteiros foram elaborados por Roberta Luchsinger em parceria com a agência de viagem TTW, pertencente a Marina Mantega, filha do ex-ministro Guido Mantega, que chefiou a Fazenda nos governos Lula e Dilma Rousseff. A agência se apresenta como especializada em “destinos turísticos de alto luxo”. A lobista desembolsou R$ 339 mil como sinal para a empresa.
O pacote previa seis dias consecutivos de passeios de esqui e hospedagem no sofisticado hotel HUUS Gstaad, na Suíça. Além disso, Roberta solicitou à agência o fretamento de um jatinho particular para transportar Lulinha, sua esposa e filhos da Suíça até Estocolmo, capital sueca, ao custo de R$ 220,8 mil. A lobista também viajou acompanhada de sua filha.
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Entrar no grupo Lulinha é alvo de três inquéritos da PF autorizados pelo STF
Lulinha é investigado pela Polícia Federal em três inquéritos distintos. As apurações têm como foco suposto tráfico de influência e corrupção em benefício de empresas junto ao governo federal. As investigações foram autorizadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a partir do fim de julho. O ministro André Mendonça é relator de dois dos inquéritos, enquanto o ministro Flávio Dino responde pelo terceiro.
O filho do presidente entrou na mira das autoridades após vir à tona sua proximidade com Roberta Luchsinger. A empresária já havia sido alvo, em dezembro do ano passado, da Operação Sem Desconto, deflagrada para apurar fraudes em benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Celular apreendido e ligação com o “Careca do INSS”
A PF apreendeu o celular de Roberta durante as investigações. Segundo relatórios policiais, a empresária teria atuado em favor do chamado “Careca do INSS“, sendo apontada como possível operadora financeira e política do esquema de fraudes previdenciárias.
Em maio deste ano, Roberta Luchsinger foi interrogada pela Polícia Federal com o objetivo de esclarecer suas conexões com Antunes e Lulinha. Durante o depoimento, ela admitiu ter apresentado o filho do presidente ao lobista. Por meio de sua defesa, reafirmou a tese de que uma viagem a Portugal se tratava de uma busca por negócios.
A CNN entrou em contato com as defesas de Roberta Luchsinger e Lulinha, mas ainda não obteve retorno. A agência TTW também não respondeu. O espaço segue aberto para manifestações.