Vice-presidente venezuelana estava na Rússia durante ataque dos EUA e cobra prova de vida de Maduro e Cilia Flores.
Por ContraFatos 03/01/2026 Atualizado em 03/01/2026
Delcy Rodríguez_Venezuela
Delcy Rodríguez estava fora da Venezuela durante ofensiva dos EUA e captura de Nicolás Maduro
A vice do regime da Venezuela, Delcy Rodríguez, encontra-se na Rússia no momento em que o país enfrenta uma ofensiva militar dos Estados Unidos e a captura do ditador Nicolás Maduro. A informação foi confirmada à Reuters por quatro fontes ligadas ao regime chavista.
Enquanto Delcy está fora do país, seu irmão, Jorge Rodríguez, que preside a Assembleia Nacional, permanece em Caracas.
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Desde a madrugada deste sábado, 3, o governo venezuelano afirma não saber o paradeiro de Maduro e da primeira-dama Cilia Flores.
Vice-presidente cobra prova de vida de Maduro
Mesmo fora do território venezuelano, Delcy Rodríguez fez pronunciamentos públicos exigindo esclarecimentos de Washington. Em declarações transmitidas pela televisão estatal e também em entrevista a uma rádio local, ela cobrou uma confirmação imediata sobre a situação do casal presidencial.
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“Exigimos do governo do presidente Donald Trump prova de vida imediata do presidente Maduro e da primeira-dama”, afirmou.
Em outra manifestação, a vice-presidente reforçou o tom e reiterou a cobrança: “Diante dessa situação brutal e desse ataque, nós desconhecemos o paradeiro de Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores. Exigimos do governo Trump prova de vida imediata do presidente Maduro e da primeira-dama.”
Estado de exceção e resposta do regime chavista
Primeira na linha de sucessão do poder, Delcy Rodríguez declarou neste sábado que os “planos de defesa integral da nação” seguem em vigor. A afirmação ocorre após o regime chavista denunciar uma “gravíssima agressão militar” e decretar estado de exceção em todo o território nacional.
O ministro do Interior, Diosdado Cabello, também se pronunciou e convocou mobilização dos aliados do chavismo após a captura de Maduro, elevando o tom da reação interna diante da crise sem precedentes enfrentada pelo regime.