Encontro ocorreu durante apresentação na Sapucaí
As fotos foram feitas durante a apresentação da União de Maricá, escola que se apresentou no Sambódromo, considerado o principal palco do Carnaval fluminense. Quaquá participou do desfile como passista.
Em determinado momento da apresentação, o dirigente do PT interrompeu sua participação para cumprimentar Guimarães e posar para registros fotográficos ao lado do contraventor.
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Entrar no grupo Relação já foi alvo de questionamentos
Não é a primeira vez que os nomes de Washington Quaquá, União de Maricá e Capitão Guimarães aparecem associados. Em 2025, surgiram acusações de que o trio teria articulado para favorecer a escola no desfile da Série Ouro, com o objetivo de garantir acesso ao Grupo Especial do Carnaval do Rio. As alegações geraram repercussão, mas não resultaram em condenação.
Histórico de Capitão Guimarães
O apelido “Capitão” remete à atuação de Guimarães durante o regime militar. Segundo reportagem do jornal O Globo, ele foi agente da repressão na década de 1960, atuando contra sindicalistas, especialmente ferroviários, na Baixada Fluminense. As operações o aproximaram da Polícia Civil do Estado.
Na década seguinte, passou a atuar na Zona Portuária do Rio, onde teria utilizado sua influência em benefício de contrabandistas. A ligação com o jogo do bicho começou em 1979.
Naquele ano, Guimarães foi investigado pelo desaparecimento de Agostinho Lopes da Silva Júnior, conhecido como Guto, que controlava pontos de aposta em cidades como Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Saquarema. O inquérito não apontou culpados.
Posteriormente, os pontos de aposta teriam ficado com Angelo Maria Longa, o Tio Patinhas, outro nome relevante do jogo do bicho, como garantia por um empréstimo. Segundo relatos, esses pontos teriam sido repassados a Capitão Guimarães.