“Apanhei de tudo que é lado”
Chiquini registrou em lives no Instagram os momentos de tensão. Em um dos vídeos, ele aparece cercado por uma multidão que grita “recua, fascista”.
“Estou sendo expulso da UFPR porque vim palestrar no curso de Direito. Vim palestrar sobre Estado Democrático de Direito. Apanhei de tudo que é lado”, disse.
Em entrevista à Revista Timeline, o advogado afirmou que aproximadamente 500 militantes participaram do ato.
“Tiveram que me levar para uma sala, e saí só na hora que a tropa de choque da polícia chegou. O diretor da faculdade me trancou na sala e não tinha como sair. Fiquei em cárcere privado. Inacreditável”, relatou.
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Entrar no grupo Em outro momento gravado, uma militante o chama de “covarde” e afirma que ele não deveria palestrar na universidade porque estaria defendendo ideias contrárias ao Estado Democrático de Direito.
Vereadores também foram agredidos
Enquanto o advogado discutia com a militante, outros agressores partiram para cima do vereador Guilherme Kilter, que foi empurrado, recebeu socos e teve o celular roubado durante a confusão.
Kilter relatou à Revista Oeste que parte dos presentes não eram estudantes da UFPR.
“Claramente tinham alguns que não eram alunos. Gente muito velha, com máscara e bandeira de terrorista. Foi programado e com certeza tinha bandido lá dentro”, declarou.
O vereador Rodrigo Marcial, também convidado para a palestra, publicou vídeos mostrando empurrões e agressões sofridas dentro da universidade. Em uma das gravações, um militante aparece portando um pedaço de pau. Segundo Marcial, ele foi atingido na cabeça com uma paulada.
“Sou um ex-aluno da faculdade sendo expulso pelos marginais. Não nos deixam falar o que pensamos. É assim que funciona”, disse.
Ato convocado pelo DCE da UFPR
As agressões ocorreram após convocação feita pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFPR, denominado “Ponta de Lança”. Há quatro dias, a entidade publicou chamadas nas redes sociais para um protesto intitulado “fora fascista”, usando imagens de Chiquini e Kilter e incitando militantes a impedir a palestra.
Diante da violência, a professora Maria Cândida Pires Vieira do Amaral Kroetz, responsável pela organização do evento e pelo convite aos palestrantes, cancelou a atividade por falta de segurança.
Prisões e investigações
De acordo com informações preliminares, duas pessoas foram presas pela polícia sob acusação de agressão. O caso segue em apuração.