Vídeo: Carla Zambelli é libertada após reconhecimento de perseguição política
Justiça da Itália negou a extradição de Carla Zambelli e a libertou após reconhecer tese de perseguição política sustentada pela defesa
Por ContraFatos 22/05/2026 Atualizado em 22/05/2026
Carla Zambelli É Libertada Após Reconhecimento De Perseguição Política
Corte italiana acolheu tese da defesa e rejeitou pedido do governo brasileiro para devolver a ex-deputada
A ex-deputada Carla Zambelli foi colocada em liberdade nesta sexta-feira, 22 de maio, após a Justiça italiana negar o pedido de extradição feito pelo governo Lula. Logo depois de deixar a custódia, Zambelli gravou um vídeo ao lado de seu advogado no país europeu, Pieremilio Sammarco.
Defesa alega perseguição política reconhecida pela corte
De acordo com a equipe jurídica de Zambelli, a corte italiana — referida pela defesa como o “STF” estrangeiro — acatou o argumento de que a ex-parlamentar foi alvo de perseguição política no Brasil. Esse entendimento foi decisivo para que a extradição fosse recusada.
Leitura
Condenação no STF e o caso da invasão ao CNJ
O processo que motivou o pedido de extradição envolve a condenação de Zambelli pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A ex-deputada recebeu pena superior a 10 anos de prisão, além de uma indenização de R$ 2 milhões, a ser dividida com o hacker Walter Delgatti Neto.
Zambelli foi considerada culpada por supostamente ter ordenado que Delgatti — conhecido por seu papel no episódio da “Vaza Jato” — invadisse o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Dentro do sistema, foi inserido um mandado de prisão falso em nome do ministro Alexandre de Moraes, do STF, além do bloqueio de R$ 22 milhões em bens do magistrado.
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O governo Lula havia solicitado a extradição à Itália depois que Carla deixou o território brasileiro no mês de maio. Antes de se fixar definitivamente no país europeu, a ex-deputada passou pelos Estados Unidos.
Prisão na Itália e julgamento
Após ser detida em solo italiano, Zambelli declarou que desejava ser julgada no país europeu e que demonstraria não ter participado da invasão ao sistema do CNJ. A Justiça italiana, porém, havia optado por mantê-la presa durante a tramitação do caso, sob o argumento de que existia risco de fuga.
A decisão desta sexta-feira encerrou esse impasse ao rejeitar a extradição e determinar a imediata libertação de Zambelli.