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Vídeo: Gilmar Mendes e Barroso Dizem que Constituição e Bíblia Permitem “Livre Interpretação” Durante Julgamento no STF

Ministros criticam a complexidade da linguagem jurídica e fazem comparações com textos sagrados

Durante a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) realizada nesta quarta-feira, 6, os Gilmar Mendes e Luís Roberto afirmaram que a Constituição e a Bíblia permitem “livre interpretação”. As falas ocorreram durante o que discute a ampliação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) em remessas ao exterior.

Gilmar Mendes disse:

“Dizem que a Bíblia também foi escrita com sentidos diversos para que cada leitor fizesse sua interpretação.”

Barroso, em seguida, acrescentou:

“Porque não usaram a linguagem simples. E depois fizeram traduções em aramaico, grego, latim, aí ficou difícil.”

Os ministros comentavam sobre a dificuldade que a linguagem excessivamente técnica dos textos jurídicos impõe à compreensão das normas.

Resposta de

Antes de proferir seu voto, o ministro André Mendonça fez uma observação que soou como indireta aos colegas Gilmar e Barroso:

“A má interpretação da Bíblia pode produzir grandes heresias”,
e citou exemplos históricos para reforçar sua afirmação.

Após as manifestações, o julgamento foi suspenso por pedido de vista do ministro Nunes Marques, que solicitou mais tempo para analisar o caso.

Entenda o que é a Cide-Tecnologia

A Cide-Tecnologia foi criada para estimular o desenvolvimento tecnológico nacional, principalmente por meio de parcerias entre universidades, centros de pesquisa e o setor produtivo.

Com a ampliação em debate no STF, a contribuição passou a incidir sobre remessas relacionadas a royalties de qualquer natureza, incluindo direitos autorais e serviços administrativos prestados por pessoas no exterior.

Posição do relator Luiz Fux

Em voto proferido no dia 29 de maio, o relator do caso, ministro Luiz Fux, defendeu que a cobrança da Cide se restrinja a negócios que envolvam importação de tecnologia, excluindo:

  • Pagamentos por direitos autorais
  • Exploração de software sem transferência de tecnologia
  • Serviços jurídicos

Para Fux, a aplicação ampla da contribuição pode gerar distorções e onerar indevidamente operações que não têm relação direta com inovação tecnológica.


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