Vídeo: Mascote do TSE é ridicularizado em vídeos com IA e gera onda de sátiras políticas
Canal Canta Direita produz paródias com inteligência artificial para satirizar o mascote Pilili do TSE e questionar o sistema eletrônico de votação
Por ContraFatos 08/05/2026 Atualizado em 08/05/2026
A presidente do TSE, Cármen Lúcia, bate palmas para a criação do 'Pilili' | Foto: lejandro Zambrana/Secom/TSE
Canal Canta Direita produz vídeos musicais com IA para ironizar personagem oficial das eleições de 2026
A estreia pública do mascote Pilili, criado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para representar as eleições de 2026, desencadeou uma onda de críticas e piadas nas redes sociais. Em meio à repercussão negativa, o canal do YouTube Canta Direita passou a produzir paródias musicais geradas por inteligência artificial com o objetivo declarado de ridicularizar a personagem.
Funk, pop e contestação ao sistema eletrônico de votação
As produções do canal se apropriam de sucessos do funk e da música pop para questionar a segurança do sistema eletrônico de votação. Em um dos vídeos, o mascote aparece fazendo o sinal de “L” com as mãos, enquanto a letra musical afirma que não haverá impressão para conferência nem auditoria dos votos. Com cerca de 7 mil inscritos, o Canta Direita se define como um perfil que utiliza criatividade e ironia para comentar os fatos da política nacional sob a perspectiva da direita.
Leitura
Ministra Cármen Lúcia vira personagem nas sátiras
As paródias não se limitam ao boneco. Um dos vídeos traz a imagem da ministra Cármen Lúcia, atual presidente do TSE, apelidada de “Carmetchen”. A letra insinua que o eleitor não teria percebido uma suposta troca de letras na contagem dos votos. Cármen Lúcia permanece à frente da Corte até o dia 12 de maio, quando o ministro Nunes Marques assume a presidência do tribunal.
Origem e propósito do nome Pilili
O TSE escolheu o nome “Pilili” como referência ao som emitido pela urna eletrônica no momento da confirmação do voto. A proposta institucional era transmitir confiança e acessibilidade ao regime democrático. No entanto, bastou a primeira aparição pública do boneco em Brasília para que o tom nas redes sociais se voltasse para o humor e a zombaria.
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A reação desfavorável reuniu perfis anônimos e figuras políticas da oposição. Internautas rapidamente associaram o nome do mascote ao personagem Cebolinha, conhecido por trocar o “R” pelo “L”. Já o pré-candidato ao SenadoFilipe Barros (PL-PR) publicou uma montagem do boneco usando franja, numa referência direta ao movimento pelo voto impresso.
Juristas questionam estratégia de comunicação do tribunal
A controvérsia também mobilizou profissionais do Direito. O advogado André Marsiglia avaliou que o uso de mascotes dançantes retira a seriedade necessária à Justiça Eleitoral. Até o momento, o TSE não se manifestou sobre as paródias e os ataques ao Pilili, mantendo a personagem como rosto das campanhas institucionais voltadas ao pleito de outubro.