– Eu sei qual era a postura do Banco Central como um todo. Não somente do Paulo Sérgio, como do diretor Ailton, como do próprio presidente Galípolo. A todo momento era uma postura de concordância e incentivo à conclusão da fusão – declarou Vorcaro.
Segundo o empresário, após a formalização do pedido de fusão, todas as reuniões subsequentes tinham o propósito de resolver pendências que permitissem a aprovação do negócio.
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Entrar no grupo – E, depois que a gente faz o pedido e o pleito ali, todas as reuniões de que a gente participou sempre eram no sentido de organizar, de solucionar alguns pontos do pleito para que pudesse ser aprovado [a fusão] – afirmou.
BC rejeitou a fusão apesar do suposto apoio
Apesar das declarações de Vorcaro sobre o apoio institucional, o Banco Central acabou rejeitando a fusão entre Master e BRB em 3 de setembro, após meses de negociações entre as duas instituições. A decisão contrariou, portanto, o cenário descrito pelo ex-banqueiro em seu depoimento.
BRB comprou carteiras problemáticas e acumulou prejuízo bilionário
Mesmo sem a efetivação da venda, o BRB já havia adquirido carteiras de créditos considerados problemáticos do Master pelo valor de R$ 12 bilhões. O montante teve de ser reconhecido como prejuízo pelo banco público, que passou a enfrentar dificuldades financeiras em decorrência da operação.
Detalhes do depoimento e equipe de defesa
A oitiva de Daniel Vorcaro aconteceu por videoconferência a partir da Papudinha, onde ele está detido. O ex-banqueiro foi acompanhado pelos advogados Sérgio Leonardo, Daniel Bialski e Thiago Machado durante o depoimento. As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles, que obteve acesso exclusivo ao conteúdo da declaração prestada à Polícia Federal.