Justiça

Vorcaro pediu notebook na prisão: Gonet concordou, mas André Mendonça barrou o pedido

Daniel Vorcaro pediu notebook e visitas na prisão, Paulo Gonet concordou, mas André Mendonça vetou as regalias no STF

Relator do caso no STF vetou regalias solicitadas pelo ex-banqueiro enquanto ele negociava delação premiada na sede da PF em Brasília

Um episódio revelado em documentos cujo sigilo foi recentemente levantado lança nova luz sobre as relações entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Em março deste ano, logo após sua segunda prisão, Vorcaro solicitou autorização para ter um notebook na prisão e receber visitas de seus nos fins de semana. Gonet concordou com o pedido, mas o ministro , relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), vetou ambas as regalias.

Delação premiada e a justificativa para as regalias

Na ocasião do pedido, Vorcaro estava detido na superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde conduzia negociações para um acordo de delação premiada — que acabaria sendo recusado em junho. De acordo com o site GPS, responsável pela publicação da informação, os advogados do ex-banqueiro alegavam que tanto o acesso ao notebook quanto as visitas nos fins de semana tinham como objetivo dar “celeridade” à colaboração.

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