“Nós estamos aqui para orar por Carlos Zambelli. Entramos no maior presídio feminino do mundo para visitá-la. Perseguida política. Crime de opinião. Está lá. Ela já tinha apanhado três vezes de detentas quando nós fomos visitá-la. Quando ela nos viu, ela ficou congelada” – disse o senador.
Prisão em Roma e condenação no STF
Carla Zambelli está presa em Roma desde julho, após deixar o Brasil e seguir para a Europa. A detenção ocorreu depois de ela ter sido condenada a dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal por invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça, com auxílio do hacker Walter Delgatti Neto.
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Entrar no grupo Segundo Magno Malta, as agressões teriam acontecido antes da visita de parlamentares brasileiros à ex-deputada, realizada em setembro, no Complexo Penitenciário de Rebibbia. Na ocasião, ele esteve acompanhado dos senadores Flávio Bolsonaro, Damares Alves e Eduardo Girão.
Defesa confirma violência, mas sem registro oficial
Procurada, a defesa de Zambelli confirmou que houve episódios de violência dentro da unidade prisional, mas informou que não foi feito registro formal das agressões junto às autoridades italianas.
“Não foi registrado. Acho que a Carla manteve isso internamente”– afirmou o advogado Fábio Pagnozzi.
De acordo com a defesa, a ex-deputada enfrentou instabilidade no ambiente carcerário em razão da troca frequente de detentas na cela em que estava.
“A cela que ela estava mudava constantemente de detentas e algumas a estranhavam. Havia uma detenta que a protegia, pois era mais antiga, porém ela saiu e foi para outra penitenciária” – afirmou.
Mudança de cela e relato reservado
Ainda segundo o advogado, após pedidos formais, Carla Zambelli foi transferida de cela e também de andar dentro do complexo prisional.
Questionado novamente, Magno Malta declarou que, durante a visita, a própria ex-deputada relatou ter sofrido duas agressões. Conforme o senador, não havia ferimentos aparentes nem escoriações visíveis, e o caso não foi detalhado naquele momento.
Em nota, Malta explicou que não tornou o episódio público antes “porque a informação foi compartilhada de forma reservada, sem indícios de lesões físicas, e dentro de um contexto sensível, que envolvia sua situação jurídica e de custódia”.