Liberdade imediata em caso de irregularidades comprovadas
Ao explicar os motivos da representação, Zé Trovão foi enfático sobre as consequências que possíveis irregularidades deveriam acarretar:
“Estou indo ao Supremo protocolar essa representação. Se ficar comprovado que a atuação do ministro comprometeu a validade de um processo ou do fundamento de uma prisão, e não houver outra decisão judicial válida que a sustente, a liberdade deve ser imediata. Isso vale tanto para o presidente Jair Bolsonaro como para todos os condenados do 8 de janeiro”, afirma.
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Entrar no grupo O deputado sustenta que a Constituição deve ser aplicada a todos e que os fatos precisam ser avaliados pela Corte. Ele relaciona diretamente o caso às decisões tomadas por Moraes contra políticos e apoiadores do ex-presidente.
Documentos tiveram sigilo retirado por André Mendonça
Os documentos relacionados ao caso tiveram o sigilo removido por determinação do ministro André Mendonça, que também solicitou que o assunto seja levado à análise do plenário do STF. Essa decisão abriu caminho para que parlamentares como Zé Trovão utilizassem o material em suas demandas jurídicas e políticas.
Deputado relembra prisão e uso de tornozeleira
Durante a apresentação de suas razões, o parlamentar catarinense fez questão de recordar medidas que ele próprio sofreu por determinação de Moraes. Segundo ele, as críticas ao ministro antecedem a divulgação das mensagens do caso Vorcaro.
“Hoje existem documentos, mensagens e fatos que precisam ser explicados. Usei tornozeleira e fui preso injustamente por decisão desse ministro. Agora, Alexandre de Moraes deve responder por suas arbitrariedades e por todo o mal que faz”, afirma.
Caso descrito como ameaça à democracia
Na avaliação de Zé Trovão, as revelações sobre a relação entre Moraes e Vorcaro adicionam um elemento novo a uma conduta que ele classifica como arbitrária e prolongada.
“O caso Moraes-Vorcaro lança uma nova dimensão à conduta de um juiz que, durante anos, exerceu poderes de forma arbitrária contra cidadãos, parlamentares e opositores políticos. As revelações tornam ainda mais urgente esclarecer os limites desse poder e responsabilizar abusos cometidos por ele ao longo dos últimos anos”, reforça o parlamentar.
Ele também traçou uma cronologia do que considera um avanço sistemático sobre liberdades individuais e institucionais:
“Foi assim que vimos esse sistema crescer em cima da democracia e avançar sobre a liberdade do povo. Primeiro veio a prisão do deputado Daniel Silveira, depois fui eu, o presidente Bolsonaro e, de diferentes formas, sua família também passou a ser alvo de decisões e investigações arbitrárias. Isso não pode ser normalizado. O Brasil precisa recuperar sua liberdade e voltar a respeitar a democracia”, ressalta.
Representação menciona Bolsonaro e família
No documento protocolado, Zé Trovão também faz referência a decisões que envolvem Jair Bolsonaro e integrantes de sua família. O argumento é de que a atuação de Moraes teria concentrado poderes que, pela ordem constitucional, deveriam estar distribuídos entre diferentes instituições.
Pedido de afastamento e responsabilização
Além da revisão das decisões, o deputado defende que Moraes seja afastado de suas funções enquanto os fatos são apurados. Em caso de comprovação de irregularidades, ele indica os caminhos que considera adequados:
“Ele precisa sair agora. Se forem comprovados crimes de responsabilidade, que responda a um processo de impeachment. Se houver crime comum, que responda criminalmente. E, se houver condenação com pena de prisão, que cumpra a pena como qualquer cidadão brasileiro.”
Deputado justifica ida pessoal ao tribunal
Ao explicar por que optou por comparecer pessoalmente à sede do STF para protocolar a representação, Zé Trovão reafirmou sua posição de confronto aberto com o ministro:
“Estou levando uma questão importantíssima, que deve ser urgentemente analisada pela Corte. Eu já fui preso injustamente e não me calei. Não vou começar agora. Se houve abuso de poder, irregularidade ou crime, Alexandre de Moraes tem que responder por seus atos. Ministro do Supremo não é rei, não é intocável e não está acima da lei”, conclui Zé Trovão.