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Justiça italiana autoriza extradição de Carla Zambelli para o Brasil

Ex-deputada poderá recorrer da decisão enquanto aguarda possível retorno ao país

A Justiça da comunicou oficialmente ao governo brasileiro a decisão de autorizar a extradição da ex-deputada (PL). A informação foi confirmada pela assessoria da ex-parlamentar.

Defesa ainda pode tentar reverter decisão

De acordo com o advogado Fabio Pagnozzi, a ex-deputada tem um prazo de 15 dias para apresentar recurso contra a decisão. Apesar disso, a defesa afirma que ainda não teve acesso completo ao conteúdo do que autorizou a extradição.

O advogado também destacou que já existe outro pedido em andamento, que solicita a substituição dos magistrados responsáveis pelo caso.

Possível retorno ao Brasil

Caso os recursos sejam negados, Zambelli poderá ser transferida ao nas próximas semanas, em data ainda indefinida. A previsão é que, ao chegar, ela seja encaminhada para a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.

A ex-deputada está detida na Itália desde julho do ano passado, após ser considerada foragida pelas autoridades brasileiras.

Condenações no Supremo Tribunal Federal

No Brasil, Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em dois processos já concluídos, sem possibilidade de novos recursos.

No primeiro caso, recebeu pena de dez anos de por envolvimento na contratação do hacker Walter Delgatti.

Já no segundo processo, foi condenada a cinco anos e três meses de prisão por perseguir um homem armada nas ruas de São Paulo.

Perda de mandato

A trajetória política de Zambelli foi encerrada oficialmente em dezembro de 2025, quando ela renunciou ao cargo. A decisão ocorreu após a decretação da perda de seu mandato pelo ministro Alexandre de Moraes.

Com a saída, a vaga foi ocupada pelo suplente Adilson Barroso (PL-SP).

Situação segue indefinida

Enquanto aguarda o desfecho dos recursos na Justiça italiana, o futuro de Carla Zambelli depende das próximas decisões judiciais. Caso a extradição seja confirmada em definitivo, ela deverá cumprir as penas impostas pela Justiça brasileira.


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