Filho do ex-presidente descreve visita difícil e expõe estado de saúde em Brasília
Uma visita ao Hospital DF Star, em Brasília, marcou profundamente o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), que descreveu o encontro com seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como um dos episódios mais difíceis de sua vida. O relato foi acompanhado da divulgação de uma imagem nas redes sociais, mostrando o ex-chefe do Executivo visivelmente debilitado.
Segundo Carlos, Jair Bolsonaro estava “apagado” e soluçando enquanto permanecia em uma cadeira sob efeito de medicação. O registro foi compartilhado na noite de quinta-feira (19), evidenciando a fragilidade do ex-presidente durante a internação.
Estado de saúde inspira cuidados, apesar de sinais de melhora
Internado há uma semana, Jair Bolsonaro segue em uma unidade semi-intensiva para tratar um quadro de pneumonia — a terceira ocorrência desde sua prisão, que o filho classifica como ilegal. Apesar da evolução clínica considerada positiva, ele ainda apresenta limitações.
Carlos relatou que o pai demonstrou dificuldade para respirar e permanece com a voz fraca, além de sonolência provocada pelos medicamentos. A imagem que mais o impactou foi a presença de uma pulseira que indicava risco de queda, contrastando com a figura que ele descreve como forte.
Relato emocionado descreve cena no quarto
O ex-vereador detalhou o impacto emocional ao entrar no quarto e encontrar o pai desacordado:
“Confesso que, por algum motivo, hoje foi um dos dias mais difíceis ao visitar o Presidente Jair Bolsonaro. Ao entrar no quarto, me deparei com aquele homem forte ‘apagado’ na cadeira, com a cabeça baixa, soluçando enquanto dormia. Precisei recuar. Fiquei alguns minutos em silêncio, do lado de fora, tentando me recompor, antes de entrar novamente. Quando voltei, ele continuava da mesma forma. Me aproximei, fiz um carinho em sua cabeça, e ele sequer reagiu”.
Após despertar, Jair Bolsonaro teve uma breve interação com o filho. Carlos optou por não abordar assuntos externos e tentou manter a conversa leve.
“Quando acordou, optei por não falar nada sobre o que está acontecendo aqui fora. Apenas comentei, de forma leve, sobre o novo visual do Augusto Nunes, fato o que arrancou dele um ‘espanto’ ao despertar”.
Durante a visita, o ex-presidente também passou por coleta de exames laboratoriais, com retirada de mais de cinco ampolas de sangue.
Desabafo final revela impacto emocional
Ao deixar o hospital, Carlos Bolsonaro descreveu o peso emocional da experiência:
“Fiz a minha parte, com humildade. Ele me disse que gostou da minha presença e que amanhã eu voltaria. Saio do hospital destruído, como sinceramente não esperava ficar. Mas seguimos. Amanhã é outro dia”.
Defesa pede prisão domiciliar ao STF
Diante do quadro clínico, a defesa de Jair Bolsonaro, junto com seus médicos, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a concessão de prisão domiciliar. O pedido leva em conta a condição de saúde do ex-presidente, mesmo com sinais de melhora.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por crimes relacionados à chamada “trama golpista”.
Transferência emergencial evitou agravamento
A internação ocorreu após transferência urgente da prisão da Papudinha, realizada na sexta-feira (13). Segundo médicos e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a rapidez no atendimento foi essencial para evitar um agravamento potencialmente letal da infecção pulmonar.