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Campanha de Flávio Bolsonaro projeta vitória já no primeiro turno após saída de Ratinho Júnior

Aliados veem cenário mais favorável e apostam em voto útil na reta final

A desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), da disputa presidencial de elevou o otimismo entre aliados do senador (PL-RJ). No núcleo mais próximo da pré-campanha, já se fala na possibilidade de vitória ainda no primeiro turno.

Avaliação interna aponta vantagem estratégica

A leitura entre integrantes da campanha é que Ratinho Júnior era considerado o adversário mais competitivo dentro do campo da centro-direita. Sem ele na disputa, o grupo avalia que o cenário ficou mais favorável para Flávio.

Segundo esse cálculo, nomes como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, não teriam força suficiente para impactar simultaneamente os eleitorados de Flávio e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Impacto limitado de possíveis adversários

A análise interna da campanha indica que Eduardo Leite poderia até atrair parte dos votos de Lula, mas teria dificuldade de avançar sobre a base já consolidada de Flávio .

Já no caso de Ronaldo Caiado, a percepção é inversa: ele poderia tirar votos do senador, mas sem capacidade relevante de reduzir o apoio ao atual presidente.

Estratégia mira concentração de votos

Outro ponto considerado pelo PL é o potencial eleitoral desses possíveis adversários. A avaliação é de que nenhum deles alcançaria cerca de 10% dos votos.

Diante disso, aliados de Flávio acreditam que, caso ele lidere numericamente às vésperas do primeiro turno, poderá atrair o chamado voto útil de eleitores de centro-direita, fortalecendo a chance de encerrar a disputa já na primeira etapa.

Articulação para escolha do vice

Nos bastidores, o ex-presidente tem atuado na composição da chapa. Ele teria sinalizado ao ex-governador de Minas Gerais, (Novo), a possibilidade de ocupar a vaga de vice na candidatura de Flávio.

A escolha, no entanto, não é consenso dentro da campanha.

Divergências internas sobre composição da chapa

Uma ala do grupo político defende o nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS) como opção ideal para vice. A avaliação é que ela poderia ampliar o alcance eleitoral da chapa, especialmente entre o eleitorado feminino e o setor do agronegócio.

Além disso, aliados acreditam que Tereza Cristina teria potencial para reaproximar segmentos do agro que se afastaram do ex-presidente Jair Bolsonaro ao longo de seu mandato.


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