Aliados veem cenário mais favorável e apostam em voto útil na reta final
A desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), da disputa presidencial de 2026 elevou o otimismo entre aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No núcleo mais próximo da pré-campanha, já se fala na possibilidade de vitória ainda no primeiro turno.
Avaliação interna aponta vantagem estratégica
A leitura entre integrantes da campanha é que Ratinho Júnior era considerado o adversário mais competitivo dentro do campo da centro-direita. Sem ele na disputa, o grupo avalia que o cenário ficou mais favorável para Flávio.
Segundo esse cálculo, nomes como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, não teriam força suficiente para impactar simultaneamente os eleitorados de Flávio e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Impacto limitado de possíveis adversários
A análise interna da campanha indica que Eduardo Leite poderia até atrair parte dos votos de Lula, mas teria dificuldade de avançar sobre a base já consolidada de Flávio Bolsonaro.
Já no caso de Ronaldo Caiado, a percepção é inversa: ele poderia tirar votos do senador, mas sem capacidade relevante de reduzir o apoio ao atual presidente.
Estratégia mira concentração de votos
Outro ponto considerado pelo PL é o potencial eleitoral desses possíveis adversários. A avaliação é de que nenhum deles alcançaria cerca de 10% dos votos.
Diante disso, aliados de Flávio acreditam que, caso ele lidere numericamente às vésperas do primeiro turno, poderá atrair o chamado voto útil de eleitores de centro-direita, fortalecendo a chance de encerrar a disputa já na primeira etapa.
Articulação para escolha do vice
Nos bastidores, o ex-presidente Jair Bolsonaro tem atuado na composição da chapa. Ele teria sinalizado ao ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), a possibilidade de ocupar a vaga de vice na candidatura de Flávio.
A escolha, no entanto, não é consenso dentro da campanha.
Divergências internas sobre composição da chapa
Uma ala do grupo político defende o nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS) como opção ideal para vice. A avaliação é que ela poderia ampliar o alcance eleitoral da chapa, especialmente entre o eleitorado feminino e o setor do agronegócio.
Além disso, aliados acreditam que Tereza Cristina teria potencial para reaproximar segmentos do agro que se afastaram do ex-presidente Jair Bolsonaro ao longo de seu mandato.