Presidente Da Ucrânia, Volodymyr Zelensky Foto EFE EPA Sergey Dolzhenko Presidente Da Ucrânia, Volodymyr Zelensky Foto EFE EPA Sergey Dolzhenko

“Deus vê e responde a tudo”, diz presidente da Ucrânia

Volodymyr Zelensky prometeu reconstruir Ucrânia e exige que Rússia pague por destruição

Nesta quinta-feira (3), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, prometeu a reconstrução do país ao término da guerra e exigiu que a Rússia pague por toda a destruição que está causando durante a invasão do território.

Em um novo pronunciamento, ele destacou que será reconstruída “cada casa, cada rua, cada cidade”.

– Dizemos à Rússia: Ensine as palavras reparações e contribuições – disse o chefe de Estado.

Zelesnky deu as declarações depois que forças russas bombardearam, na quarta-feira (2), a Catedral da Assunção, em Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, localizada no leste do país.

– A Catedral da Assunção foi danificada como resultado de bombardeios. As janelas e vitrais estão quebrados. O mobiliário da igreja e as decorações danificadas. As pessoas que se abrigavam lá não ficaram feridas – apontou a nota publicada pelo templo.

O presidente ucraniano apontou que um local sagrado foi atingido pela guerra.

– É um dos monumentos ortodoxos mais antigos da cidade e da Ucrânia. É um local sagrado, e agora foi atingido pela guerra. Nem sequer eles têm medo disso. Mas, Deus vê e responde a tudo. Não há esconderijo para sobreviver à resposta de Deus – falou.

Ele prometeu ainda que a catedral será restaurada, para que “não fique nenhum rastro de guerra ali”, assim como garantiu que qualquer ataque não abalará a fé dos ucranianos.

Segundo Zelensky, a Rússia “destrói nossas pessoas, tira tudo o que nos é querido, corta a energia elétrica, a água, a calefação dos civis, deixa as pessoas sem comida, sem remédios e dispara contra as rotas de evacuação”.

– Não há armas que não tenham utilizado – denunciou.

O chefe de Estado ucraniano classificou como cinismo que a Rússia diga que enviará “colunas humanitárias” para a Ucrânia, após prometer estabelecer corredores para permitir que a população saia de cidades sob ataque ou cercadas, como Kharkiv, Kherson, Mariupol ou Kiev.


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