Fábio Luís, O Lulinha Fábio Luís, O Lulinha

Envolvido em caso do INSS, Lulinha registra empresa de gaveta na Espanha

Negócio aberto em Madri ainda não tem פעילות e coincide com avanço de apurações

O empresário Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, formalizou a abertura de uma empresa na Espanha enquanto seu nome aparece em investigações relacionadas a fraudes no INSS. A movimentação ocorre paralelamente ao avanço das apurações conduzidas por órgãos federais.

A empresa, batizada de Synapta, iniciou suas operações em janeiro de e foi registrada oficialmente no mês seguinte no Registro Mercantil de . No documento, Lulinha figura como administrador único da companhia.

Estrutura da empresa e endereço em área nobre

A Synapta foi constituída com capital social de 3 mil euros (cerca de R$ 18 mil), valor mínimo exigido pela legislação espanhola. O endereço informado fica no distrito de Chamartín, região de alto padrão da capital espanhola.

No local indicado funciona um escritório de advocacia especializado em assessoria a empresas estrangeiras. A empresa utiliza esse endereço como sede fiscal, prática autorizada na Espanha mesmo sem operação física no espaço.

Empresa sem atividade operacional até o momento

Até agora, não há registros de atuação prática da Synapta. As únicas movimentações identificadas envolvem a nomeação de procuradores ligados ao escritório jurídico que atende a empresa.

Esse cenário caracteriza o negócio como uma empresa “de gaveta”, ou seja, formalmente constituída, mas ainda sem פעילות efetiva.

Defesa afirma que empresa segue regras legais

Os advogados de Lulinha afirmam que a abertura da empresa seguiu todas as exigências legais e tem como objetivo viabilizar projetos futuros fora do Brasil.

Segundo a defesa, ele atualmente atua como pessoa física no exterior, mas detalhes sobre contratos ou clientes não foram divulgados, sob alegação de privacidade.

Investigação apura suposta ligação com esquema no INSS

A criação da empresa ocorre enquanto Lulinha é alvo de investigações da Polícia Federal, acompanhadas pelo Tribunal Federal (STF) e pela CPMI do INSS. As apurações buscam esclarecer uma possível ligação dele com fraudes contra aposentados.

Dados levantados indicam que, em um período de quatro anos, o empresário movimentou cerca de R$ 19,5 milhões em transações bancárias. Desse total, aproximadamente R$ 9,7 milhões correspondem a entradas e saídas financeiras.

Por decisão do STF, a pedido da Polícia Federal, foram quebrados seus sigilos bancário e fiscal. Medida semelhante chegou a ser aprovada pela CPMI, mas foi posteriormente suspensa pelo ministro Flávio Dino.

Relações investigadas e movimentações financeiras

As investigações também analisam a relação de Lulinha com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como operador do suposto esquema.

Uma das linhas de apuração envolve repasses financeiros que teriam sido realizados por meio da empresária Roberta Luchsinger, descrita como amiga da esposa de Lulinha.

A defesa de Roberta afirma que os valores recebidos têm origem em um negócio ligado ao setor de canabidiol e nega qualquer relação com irregularidades.

Já os advogados de Lulinha confirmaram que ele realizou ao exterior com despesas pagas pelo lobista, mas sustentam que os encontros tiveram caráter profissional.


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