Falha elétrica no controle de tráfego aéreo
Uma falha no sistema elétrico do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), órgão vinculado à Força Aérea Brasileira (FAB), provocou o fechamento completo do espaço aéreo paulista na manhã desta quinta-feira, 9 de abril.
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O incidente interrompeu todas as operações de pouso e decolagem nos principais aeroportos da região metropolitana de São Paulo, incluindo Congonhas e Guarulhos, causando transtornos generalizados para milhares de passageiros.
Origem do problema
O colapso teve início no prédio do Decea, responsável pelo controle de tráfego aéreo na região. Enquanto algumas fontes apontam para uma pane elétrica, outras informações indicam que os bombeiros foram acionados para combater um princípio de incêndio no Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste.
A falha obrigou tripulações a evacuarem aeronaves que já estavam preparadas para decolagem, interrompendo bruscamente a rotina dos terminais.
Caos nos terminais
O bloqueio gerou atrasos massivos e confusão nos aeroportos paulistas:
- Congonhas registrou ao menos 20 partidas atrasadas em poucas horas
- Terminal 2 de Guarulhos suspendeu todos os embarques
- Aeronaves provenientes do Rio de Janeiro e outras cidades permaneceram em voo circular aguardando autorização para pouso
- Passageiros ficaram retidos nos saguões sem previsão de embarque
As concessionárias Aena e GRU Airport confirmaram a paralisação total, mas ressaltaram que a responsabilidade pelo controle de tráfego aéreo compete exclusivamente à Aeronáutica.
Normalização gradual
A situação começou a ser restabelecida no final da manhã. O aeroporto de Congonhas foi o primeiro a retomar todas as operações normalmente.
Em Guarulhos e Viracopos, as decolagens foram liberadas, porém os pousos ainda aguardavam confirmação final de segurança. O Campo de Marte autorizou aterrissagens, mas manteve as partidas suspensas temporariamente.
Os painéis informativos dos aeroportos ainda não refletiam a real dimensão dos atrasos, enquanto avisos sonoros alertavam sobre “incidentes no tráfego aéreo” mantinham os passageiros em estado de alerta.
Impacto na malha aérea
A interrupção afetou toda a rede de voos da região metropolitana, considerada uma das mais movimentadas do país. A FAB ainda não divulgou detalhes sobre a extensão dos danos técnicos ou um balanço completo dos prejuízos causados pelo incidente.