Ferido e cercado, coronel dos EUA escapa sozinho no Irã depois de ter caça abatido

Militar sobreviveu por 36 horas escondido em montanha após ter caça abatido

Um coronel dos Estados Unidos, descrito como “gravemente ferido”, foi considerado um “herói” por autoridades americanas após conseguir escapar de forças iranianas que tentavam capturá-lo. O militar pilotava um caça F-15E que foi abatido sobre o na última sexta-feira (3/4), dando início a uma fuga em território hostil.

Para o governo de , membros da cúpula militar e parte da população dos EUA, o episódio simboliza coragem em meio ao conflito.

Fuga em condições extremas

Mesmo ferido, o oficial conseguiu escalar uma montanha de 2.134 metros e se esconder em uma fenda, onde permaneceu por cerca de 36 horas para evitar a captura. Durante esse período, ele era perseguido por iranianos armados com fuzis, motivados por uma recompensa de US$ 60 mil oferecida pelo governo do Irã.

Sem ter sua identidade divulgada, o militar passou um dia e meio nas montanhas Zagros, desviando das forças inimigas após a queda da aeronave, segundo o “New York Times”.

Apesar das lesões, ele percorreu mais de dois quilômetros em terreno difícil, conseguindo evitar ser localizado enquanto aguardava resgate.

Armado apenas com uma pistola

Durante toda a fuga, o coronel contava apenas com uma pistola. Ele permaneceu escondido até conseguir acionar um sinalizador de emergência, já na manhã de domingo (5/4), o que permitiu que as forças americanas identificassem sua posição.

Antes de ser resgatado, o militar enviou uma mensagem curta e incomum pelo rádio: “Deus é bom”.

O presidente Donald comentou o episódio à Axios e afirmou: “Milhares desses selvagens estavam à sua caça”, descrevendo a situação enfrentada pelo oficial. Ele também observou que a frase dita pelo militar lembrava a expressão islâmica “Allahu Akbar”, que significa “Deus é grande”.

Após o resgate, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, publicou a mesma frase — “Deus é bom” — na rede social X.

Operação de resgate envolveu força massiva

A localização do coronel foi possível com apoio da CIA, que rastreou o equipamento do militar até sua posição exata, segundo o “New York Times”.

Além disso, a agência participou de uma estratégia de desinformação, divulgando que o piloto já havia sido retirado do Irã, com o objetivo de despistar possíveis perseguidores.

A operação de resgate ocorreu durante o dia e mobilizou dezenas de aeronaves e drones MQ-9 Reaper, responsáveis por garantir proteção aérea e neutralizar ameaças em um raio de até três quilômetros da posição do militar, conforme relatou o “Jerusalem Post”.

Tropas de elite e confrontos durante a missão

A ação contou com cerca de 100 integrantes das forças especiais dos Estados Unidos. A operação foi liderada pelo SEAL Team 6, com apoio de unidades da Delta Force e Rangers do Exército em prontidão.

Durante a missão, forças americanas também se envolveram em confrontos pontuais com membros de tribos locais enquanto buscavam o piloto na região montanhosa.

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