Líder da Força Quds, Esmail Qaani tinha histórico incomum de escapar de ataques inimigos
Rumores e relatos não confirmados indicam que o general Esmail Qaani, comandante da Força Quds, unidade de elite do regime teocrático do Irã, pode ter sido executado após sobreviver ao ataque que matou o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país. A informação foi divulgada pelo jornal “The Sun” e circula em meio a uma série de especulações sobre os bastidores da ofensiva conduzida por Estados Unidos e Israel contra o território iraniano.
Ataque matou Khamenei e autoridades do alto escalão
O ataque ocorreu em 28 de fevereiro e teria provocado a morte de Ali Khamenei, de 86 anos, no palácio presidencial em Teerã. A ofensiva também teria atingido outras figuras centrais do governo iraniano.
Entre os mortos estariam o ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour. A ação teria representado um golpe severo na liderança política e militar do regime.
Suspeita de traição teria colocado Qaani na mira
Nos dias que se seguiram ao ataque, começaram a circular informações de que Esmail Qaani teria sido apontado como possível responsável por colaborar com os inimigos do país.
Segundo relatos divulgados no fim de semana e citados pelo jornal britânico, o general teria sido identificado como o suposto traidor que ajudou a viabilizar o ataque que resultou na morte de Ali Khamenei, nos momentos iniciais da ofensiva conjunta atribuída a EUA e Israel.
Apesar de ter escapado “milagrosamente” da explosão, rumores começaram a surgir na sexta-feira apontando que o comandante poderia ser um informante infiltrado no alto escalão do regime iraniano.
Relatórios indicam possível condenação à morte
No sábado, novas informações passaram a circular afirmando que o general teria sido condenado à morte. As suspeitas aumentaram depois que ele deixou de ser visto em público.
Embora essas informações não tenham confirmação oficial, relatos publicados em mídias árabes online sugerem que Qaani teria deixado o local do ataque minutos antes das explosões que mataram o líder iraniano.
Histórico de escapar de ataques rendeu apelido
A trajetória do militar também alimenta as teorias que circulam sobre seu destino. Esmail Qaani, de 68 anos, ficou conhecido dentro das forças iranianas por sobreviver repetidamente a operações militares.
Esse histórico lhe rendeu o apelido de “O Homem com Nove Vidas”, já que o general teria escapado diversas vezes de ataques direcionados conduzidos por seu principal inimigo regional.
Há relatos de que ele conseguiu convencer interrogadores de sua inocência em diferentes ocasiões, especialmente após desaparecer pouco antes de locais serem destruídos por mísseis e drones israelenses.
General também escapou de outras reuniões atacadas
Outro episódio recente aumentou o mistério em torno do comandante. Inicialmente, acreditava-se que Qaani havia morrido na explosão de um bunker ocorrida na semana passada.
Na ocasião, o ataque teria matado o herdeiro aparente do Hezbollah, Hashem Saffeieddine, de 60 anos.
Posteriormente, porém, fontes no Líbano, Iraque e no próprio Irã afirmaram que Qaani não estava presente na reunião.
As mesmas fontes também indicaram que ele igualmente não compareceu a outro encontro realizado uma semana antes, quando o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, foi alvo de um atentado.