Corrente interna questiona adesão da ex-ministra e aciona direção nacional
Um grupo interno do Partido dos Trabalhadores (PT) no Tocantins solicitou à direção nacional da legenda a anulação da filiação da ex-ministra Kátia Abreu.
O pedido foi apresentado neste sábado (4) pela corrente Articulação de Esquerda. Apesar da contestação, interlocutores indicam que a tendência é de manutenção da filiação pela cúpula partidária.
Filiação ocorreu após saída do PP
Kátia Abreu, que já foi senadora e ministra da Agricultura no governo de Dilma Rousseff, oficializou sua entrada no PT após deixar o Progressistas (PP), sigla à qual esteve vinculada por sete anos.
Em publicação nas redes sociais, a ex-ministra afirmou que recebeu incentivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ingressar no partido. Segundo ela, a intenção é atuar na defesa da democracia e na campanha pela reeleição.
Corrente aponta irregularidade e divergência ideológica
No documento encaminhado à direção nacional, integrantes da corrente alegam que o diretório estadual não deliberou formalmente sobre a filiação.
Além disso, questionam o histórico político da ex-ministra, apontando suposta incompatibilidade com os princípios do partido.
“Vimos por meio deste impugnar a filiação de Kátia Regina Abreu ao PT pelos motivos acima expostos. O PT não é o partido do latifúndio, do trabalho escravo e nem da burguesia”, afirma o texto.
Defesa de identidade partidária
A corrente também destacou que o partido deve manter sua identidade histórica.
“O PT é o partido da classe trabalhadora que luta por uma sociedade de igualdade e justiça, pela reforma agrária e reforma urbana, pela liberdade de organização dos trabalhadores e trabalhadoras, pelo socialismo”, completaram.
Decisão final caberá à direção nacional
A solicitação agora será analisada pela direção nacional do PT, que deverá decidir se mantém ou não a filiação de Kátia Abreu.
O caso evidencia divergências internas na legenda sobre alianças políticas e critérios de ingresso de novos membros.