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Injeção letal na UTI: técnicos de enfermagem são presos por mortes no DF

Polícia investiga assassinatos de pacientes em hospital de Taguatinga

Três técnicos de enfermagem foram presos pela polícia sob suspeita de envolvimento na morte de ao menos três pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga. O caso está sendo apurado pela Polícia Civil do Distrito Federal.

De acordo com as investigações, os profissionais teriam aplicado substâncias de forma irregular diretamente na veia dos pacientes, prática que não fazia parte de qualquer protocolo médico. As autoridades apontam que a conduta teria sido intencional e incompatível com procedimentos de enfermagem.

Suspeita de uso de substância inadequada

Segundo a polícia, em um dos casos o principal investigado teria injetado um produto de limpeza com o uso de seringa, repetindo a aplicação diversas vezes em uma das vítimas. Em coletiva, os investigadores afirmaram que o suspeito aguardava a reação do paciente, já que a substância, ao entrar na corrente sanguínea, poderia provocar parada cardíaca.

Após a perda de sinais vitais, ainda segundo a apuração policial, o técnico realizava manobras de reanimação, o que, para os investigadores, teria o objetivo de simular uma tentativa de salvamento e ocultar a causa real da morte.

Mortes ocorreram em datas diferentes

As autoridades informaram que duas mortes aconteceram no dia 17 de novembro, enquanto a terceira ocorreu em 1º de dezembro de 2025. Os pacientes estavam internados na UTI do hospital no momento dos óbitos.

A polícia não descarta a possibilidade de novas vítimas, já que o período analisado e a rotina dos suspeitos ainda estão sendo aprofundados no .

Investigação usou câmeras e prontuários

O caso veio à tona após a análise de imagens de câmeras de segurança instaladas nos leitos da UTI, além do cruzamento de informações com prontuários médicos. Inconsistências nos registros e comportamentos considerados atípicos chamaram a atenção dos investigadores.

A Polícia Civil segue apurando a motivação dos crimes, a eventual participação de outras pessoas e se houve falhas de fiscalização interna no hospital. Os técnicos presos permanecem à disposição da Justiça, enquanto o inquérito avança.


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