Chefe da segurança afirma que conflito seguirá “independentemente dos custos”; Trump fala em ataques por até um mês
O governo iraniano sinalizou que está pronto para sustentar um confronto prolongado, mesmo diante de perdas e impactos elevados. A declaração foi feita nesta segunda-feira por Larijani, que afirmou que Teerã “não negociará com os Estados Unidos”, contrariando declarações recentes do presidente americano, Donald Trump, segundo as quais lideranças iranianas estariam dispostas a retomar o diálogo.
A fala reforça a escalada de tensão iniciada após ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
Troca de acusações e cenário de escalada
Larijani também responsabilizou o presidente americano pela instabilidade regional. Segundo ele, “Trump mergulhou a região no caos com suas ‘fantasias delirantes’ e agora teme mais baixas entre as tropas americanas”.
No domingo, Donald Trump declarou que a ofensiva militar pode se estender por até um mês. Na véspera, forças americanas e israelenses realizaram um ataque conjunto contra o território iraniano, resultando na morte de dezenas de comandantes militares, autoridades políticas e do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.
Em resposta à ofensiva, o Irã iniciou uma série de bombardeios classificados como sem precedentes contra bases dos Estados Unidos no Oriente Médio, atingindo instalações que vão do Bahrein aos Emirados Árabes Unidos. O governo iraniano reiterou ainda que mantém o “direito legítimo de vingança”.
Trump projeta duração do conflito
Em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, Trump afirmou que a operação já era planejada com previsão de quatro semanas.
“Sempre foi um processo de quatro semanas. Imaginávamos que levaria cerca de quatro semanas. Sempre foi um processo de cerca de quatro semanas, então – por mais forte que seja, é um país grande, levará quatro semanas – ou menos”, disse o presidente.
A troca de declarações e os movimentos militares indicam um cenário de confrontação direta, com risco de ampliação do conflito na região.