Estudo indica aumento de 266% desde entrada do ministro no STF
O patrimônio imobiliário do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, teria crescido 266% desde a posse do magistrado na Corte, em 2017.
Segundo levantamento divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo, o casal acumula atualmente 17 imóveis avaliados em cerca de R$ 31,5 milhões.
Aquisições recentes somam milhões
Nos últimos cinco anos, os investimentos imobiliários da família teriam alcançado aproximadamente R$ 23,4 milhões, com aquisições em Brasília e São Paulo.
De acordo com registros em cartório, os pagamentos foram realizados à vista.
Antes da ida ao STF, quando foi indicado pelo então presidente Michel Temer, o casal possuía 12 imóveis avaliados em R$ 8,6 milhões.
Compras recentes incluem imóveis de alto padrão
Entre os bens adquiridos está um apartamento de 86 m² no bairro Jardim Paulista, em São Paulo, comprado por R$ 1,05 milhão em 2026.
A operação envolveu pagamento inicial de R$ 166 mil e transferência via Pix de R$ 883 mil.
A compra foi realizada por meio do Lex Instituto de Estudos Jurídicos, empresa que tem como sócios Viviane e os filhos do casal, utilizada para administração patrimonial.
Mansão em área nobre de Brasília
Outro destaque é a aquisição de uma casa de 776 m² no Lago Sul, em Brasília, por R$ 12 milhões, em agosto de 2025.
O pagamento foi feito em duas etapas: sinal de R$ 6 milhões e quitação final no mesmo valor após a conclusão da obra.
Imóveis em Campos do Jordão
Em abril de 2025, o casal também adquiriu um apartamento em Campos do Jordão, que se soma a outro imóvel no mesmo condomínio, comprado anteriormente.
Juntas, as duas unidades somam 727 m² e teriam custado cerca de R$ 8 milhões.
Relação com Banco Master entra no contexto
O levantamento também menciona contrato do escritório de advocacia de Viviane Barci com o Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro.
O acordo, firmado em janeiro de 2024, teria valor total de R$ 129 milhões, com repasses mensais de aproximadamente R$ 3,6 milhões.
Segundo as informações, o escritório atuava na defesa dos interesses do banco junto a órgãos como o Banco Central, a Receita Federal e o Congresso Nacional.
Tema amplia debate público
Os dados têm alimentado discussões sobre patrimônio, transparência e relações entre agentes públicos e setor privado.
Até o momento, não há indicação de irregularidade nas aquisições, que, segundo os registros, seguiram os trâmites legais.