À esquerda, Lulinha, filho de Luiz Inácio Lula da Silva; à direita, o lobista conhecido como Careca do INSS | Fotos: Reprodução/Internet e Agência Senado À esquerda, Lulinha, filho de Luiz Inácio Lula da Silva; à direita, o lobista conhecido como Careca do INSS | Fotos: Reprodução/Internet e Agência Senado

Mansão usada por Lulinha em Brasília estaria ligada ao “Careca do INSS”

Imóvel no Lago Sul alugado por lobista associada ao Careca do INSS entrou no radar da Polícia Federal

Uma mansão situada na QI 26 do Lago Sul, uma das áreas mais valorizadas de , passou a chamar a atenção das autoridades por sua ligação com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O imóvel, com vista para a Ponte JK e o Lago Paranoá, vem sendo usado como ponto de apoio recorrente por Lulinha durante suas estadias na capital federal. As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles.

A residência é atualmente alugada pela lobista Roberta Luchsinger, sócia de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do , personagem central das investigações sobre fraudes contra e pensionistas. Segundo a reportagem, mesmo com Lulinha vivendo em Madri, na Espanha, a casa segue movimentada e conta com a presença frequente de um homem que se apresenta como secretário do filho do presidente.

Antes disso, o imóvel já havia sido utilizado por Antonio Rueda, presidente nacional do União , que pagava cerca de R$ 25 mil mensais de aluguel.

Mandado da PF, redes sociais e mensagens interceptadas

Em dezembro, Roberta Luchsinger foi alvo de mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal. Após a ação, ela publicou uma foto nas redes sociais em frente à mansão do Lago Sul, destacando os tornozelos sem tornozeleira eletrônica, com a Ponte JK ao fundo.

Apesar da postagem, o cumprimento do mandado ocorreu em , e não no endereço da QI 26. Ainda assim, o imóvel entrou no foco das apurações.

Mensagens obtidas pela PF reforçam a gravidade do caso. Em uma conversa datada de 29 de abril, Roberta teria orientado o Careca do INSS a se desfazer de aparelhos telefônicos.
“Antônio, some com esses telefones. Joga fora”, escreveu a lobista, segundo os investigadores.

Em outro diálogo, de 5 de maio, Roberta mencionou diretamente Lulinha, comparando o momento atual das investigações com episódios anteriores envolvendo o filho do presidente.
“Na época do Fábio, falaram de Friboi, de um monte de coisa, o [sic] maior… igual agora com você”, disse ela.

Trânsito em ministérios e laços pessoais

Registros oficiais mostram que Roberta Luchsinger e o Careca do INSS estiveram juntos em diversas visitas ao Ministério da Saúde, representando a empresa DuoSystem, que atua no setor de telemedicina.

A proximidade da lobista com a família presidencial também é exibida publicamente. Em março de 2024, Roberta publicou nas redes sociais uma foto de tatuagem de “melhores amigas” ao lado de Renata Abreu Moreira, esposa de Lulinha. Na legenda, escreveu:
“Minha BFF [melhor amiga] e eu eternizadas na pele e no coração!”

Lulinha esteve no Brasil durante as festas de fim de ano, mas depois retornou à Espanha, onde reside desde meados de 2025.

Luxo exposto e histórico de dívidas

Apesar de ostentar uma rotina de alto padrão de vida nas redes sociais, Roberta Luchsinger enfrenta ao menos R$ 315 mil em dívidas em processos de execução judicial. Ela também é acusada de ocultar bens para evitar o pagamento de credores.

Entre os casos, está uma dívida referente à reforma de um apartamento, que resultou na penhora de uma Range Rover. O veículo, porém, não foi localizado no endereço informado à Justiça. O processo acabou sendo encerrado após a apreensão de um quadro avaliado em R$ 70 mil, utilizado para abater parte do débito.

Processos judiciais em São Paulo relatam dificuldades recorrentes para localizar a lobista, seja por mudanças de endereço não comunicadas, seja por ausência no momento das tentativas de intimação, o que reforça suspeitas de ocultação patrimonial.

Em dezembro de 2025, a defesa de Roberta informou ao Metrópoles que não comenta processos cíveis em andamento. Os advogados afirmaram ainda que a empresária “possui endereço fixo, prestado em diversos processos e no qual já recebeu comunicações oficiais inúmeras vezes”.


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