Senador afirma que permanência do ministro compromete credibilidade do inquérito e amplia pressão no Congresso
O senador Sérgio Moro (União-PR) declarou que o Supremo Tribunal Federal (STF) deve retirar o ministro Dias Toffoli da condução do inquérito que envolve o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro. A manifestação ocorreu depois que o nome do magistrado passou a ser citado no contexto das apurações.
Para Moro, a continuidade de Toffoli na relatoria coloca em xeque a confiança nas investigações. O parlamentar afirmou que a medida é necessária para preservar a credibilidade do processo. “Se a lei ainda vale algo nesse país, o STF precisa afastar o ministro Dias Toffoli da relatoria do inquérito do Banco Master”, escreveu o senador.
Pressão cresce no Congresso
As críticas ao ministro também ganharam força na Câmara dos Deputados. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu a abertura de um processo de impeachment no Senado e direcionou suas declarações ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
“Inacreditável como todo mundo está vendo os escândalos do Master, menos o presidente do Senado. Já passou da hora de abrir o impeachment do Toffoli. Acorda, Senado! Pelo visto não era mera conversa, tinha pagamento envolvido. Que venha o caos!”, publicou o deputado.
O posicionamento de parlamentares ocorre em meio a uma escalada de críticas públicas contra o ministro, ampliando o debate político sobre o caso.
CPI deve avançar após o carnaval
No Senado, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado pretende votar, após o carnaval, requerimentos para quebra de sigilo e convocação de pessoas ligadas ao caso.
Segundo ele, a intenção é aprofundar as investigações envolvendo o Banco Master. “O Tofollão é um escândalo tão grande que não dá para esconder nas artimanhas do sistema. Na semana posterior ao carnaval a CPI do Crime Organizado votará os requerimentos de quebra de sigilo e convocações dos envolvidos. O Brasil só será uma República com todos sob a mesma lei”, declarou.
Ministro ainda não comentou
Até agora, Dias Toffoli não se pronunciou publicamente sobre os pedidos de afastamento nem sobre as manifestações feitas por parlamentares.