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“Não temos medo de você, Alexandre de Moraes”, diz Eduardo 

Ex-deputado discursa nos EUA, critica STF e lança Flávio Bolsonaro como presidenciável

Durante participação na Conservative Political Action Conference, o ex-deputado afirmou nesta sexta-feira, 27, que o ministro Alexandre de Moraes poderá enfrentar um processo de impeachment caso a direita conquiste maioria no nas eleições de 2026.

Residindo nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, Eduardo apresentou o senador como o “próximo presidente do Brasil” e delineou um possível cenário político com vitória conservadora. Segundo ele, há expectativa de avanço eleitoral: “Existe um prognóstico que vamos ter a maioria no Senado”, disse. Em seguida, elevou o tom contra o magistrado: “Os futuros senadores vão ‘impichar’ o Alexandre de Moraes. Vamos chutar para fora esses juízes corruptos”.

Promessa de ações judiciais e críticas diretas ao ministro

No mesmo discurso, Eduardo Bolsonaro afirmou que pretende adotar medidas legais contra Moraes caso o ministro seja afastado. “No dia seguinte, eu vou processar ele pela prisão, pelos crimes que ele cometeu e por quando ele me processou por crimes que eu não cometi”, declarou.

O ex-parlamentar também relatou sua situação pessoal ao público presente na conferência. Disse ter contas bancárias bloqueadas, além de afirmar que teve o passaporte retirado. Ele ainda mencionou a perda do mandato de deputado federal, consequência de ausências após deixar o Brasil.

Defesa de Jair Bolsonaro e busca por apoio internacional

Parte relevante da fala foi dedicada ao ex-presidente , que está preso desde o ano anterior. Eduardo defendeu a concessão de ao pai e buscou mobilizar apoio externo, especialmente entre aliados norte-americanos.

“Não temos medo de você, Alexandre de Moraes. Vamos vencer essas eleições, vamos perdoar Jair Bolsonaro, e os EUA vão ter o maior aliado no Brasil no ano que vem”, afirmou.

Evento reúne lideranças conservadoras globais

A edição de 2025 da CPAC marcou a primeira vez em uma década sem a presença do presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Ainda assim, o encontro manteve seu papel como espaço de articulação política internacional da direita.

Além de Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro também estava previsto entre os participantes com discurso no evento. Tradicionalmente, a conferência reúne lideranças conservadoras de diversos países e funciona como plataforma para fortalecer alianças políticas, especialmente entre Brasil e Estados Unidos.

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