Deputado foi ao Hospital de Base após incidente durante ato que encerrou caminhada
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG esteve, na tarde deste domingo, 25, no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) para visitar apoiadores feridos após um raio atingir a Praça do Cruzeiro, durante o ato que marcou o encerramento de sua caminhada até a capital federal.
Acompanhado por seguranças, Nikolas entrou na área de trauma do hospital, onde parte dos manifestantes permanece internada. Segundo a equipe médica, nenhum dos pacientes corre risco de morte e alguns já receberam alta. Mais cedo, o deputado Hélio Lopes (PL-RJ) também esteve no local para prestar solidariedade aos feridos.
Incidente ocorreu antes da chegada de Nikolas ao ato
O episódio aconteceu por volta das 12h50, antes da chegada de Nikolas à manifestação. Conforme informações do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF), ao menos 72 pessoas foram atendidas em decorrência do incidente.
Do total, 42 estavam conscientes e orientadas no primeiro atendimento. Outras 30 precisaram ser encaminhadas ao HBDF e ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Oito vítimas apresentavam quadro considerado instável no momento do resgate.
Queimaduras e outros atendimentos médicos
Entre os feridos, houve registros de queimaduras nas mãos e no tórax, compatíveis com descargas elétricas indiretas. Além disso, equipes médicas atenderam casos de torções e episódios de hipertermia, atribuídos ao frio intenso e à chuva forte que atingiu a região durante a manifestação.
O ato chegou a ser interrompido por segurança, mas foi retomado após a redução da intensidade da chuva.
Caminhada partiu de Minas e percorreu cerca de 240 km
Nikolas iniciou a caminhada na segunda-feira, 19, em Paracatu, e percorreu aproximadamente 240 quilômetros até Brasília. O protesto teve como principal bandeira a defesa da anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a pressão por sua transferência para o regime domiciliar.
A mobilização também foi utilizada pelo parlamentar para direcionar críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à cúpula do Congresso Nacional.
Críticas ao Senado e cobrança por CPIs
Durante seu discurso, Nikolas criticou diretamente o presidente do Senado e cobrou a instalação de comissões parlamentares de investigação.
“Uma pessoa que tem sido omissa neste país, que chama Davi Alcolumbre. Nós queremos, Davi, a instalação da CPMI do INSS e da CPMI do Banco Master”, afirmou.
Divergência nas estimativas de público
A quantidade de participantes do ato gerou estimativas divergentes. Um levantamento do Monitor do Debate Político, da Universidade de São Paulo, em parceria com a ONG More in Common, apontou a presença de cerca de 18 mil pessoas.
A contagem foi feita com base em fotos aéreas analisadas por software de inteligência artificial, com margem de erro de 12%. No horário de pico, às 15h15, o público teria variado entre 15,8 mil e 20,1 mil manifestantes.
Já a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal estimou mais de 50 mil pessoas, destacando que a chuva intensa e o uso de guarda-chuvas dificultaram a contagem.
Ato terminou sob chuva e sem discursos adicionais
A manifestação na Praça do Cruzeiro terminou sob forte chuva. Apenas Nikolas discursou. O pastor Silas Malafaia, que estava previsto para falar, não compareceu ao evento.