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Operação contra facção leva à prisão vereadora do PT e amplia suspeitas sobre financiamento ilegal de campanhas

Gleide Rabelo foi detida no Ceará durante ofensiva que apura vínculos entre agentes públicos, organização criminosa e uso de dinheiro ilícito nas eleições de 2024

A Operação Traditori, deflagrada nesta quinta-feira (12) no Ceará, resultou na preventiva da vereadora Lúcia Gleidivânia Rabelo, conhecida politicamente como Gleide Rabelo (PT). A ofensiva faz parte de uma investigação sobre possíveis conexões entre políticos e uma organização criminosa, além de apurar suspeitas de financiamento ilegal de campanhas, lavagem de dinheiro e de drogas.

Mandados atingem vereadores, imóveis e sede do Legislativo

A ação foi conduzida pela Força Integrada de Combate ao no Ceará (FICCO/CE), estrutura que reúne a e outras forças de segurança. A operação ocorreu com autorização da 93ª Zona Eleitoral de Fortaleza.

Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de prisão preventiva e 30 mandados de busca e apreensão. Entre as ordens judiciais executadas, cinco tiveram como alvo vereadores da Câmara Municipal de Morada Nova.

As diligências foram realizadas em Fortaleza, Chorozinho, Morada Nova, Limoeiro do Norte, Pedra Branca e também em São Paulo. Os alvos incluíram residências, empresas e ainda a própria sede do Legislativo municipal.

Investigação aponta atuação de grupo ligado ao Vale do Jaguaribe

Conforme informações citadas por veículos como G1 Ceará, Diário do Nordeste, O Povo e R7, os investigadores apuram a atuação de um grupo com possível ligação com uma organização criminosa presente no Vale do Jaguaribe.

Suspeitas envolvem dinheiro ilícito e eleições municipais

Segundo a apuração, há indícios de que recursos de origem ilegal teriam sido usados em esquemas de lavagem de dinheiro e também no financiamento ilegal de campanhas eleitorais ligadas às eleições municipais de 2024. A mesma investigação também menciona suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas.

De acordo com os investigadores, esses valores ilícitos teriam sido movimentados com o objetivo de fortalecer candidaturas e interferir no ambiente político local. Esse contexto levou não apenas à prisão de parlamentares, mas também à suspensão das atividades da Câmara Municipal de Morada Nova.

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