Ato Acorda Brasil 712x370.jpg Ato Acorda Brasil 712x370.jpg

Sob chuva intensa, manifestantes chegam a Brasília para ato “Acorda, Brasil”

Protesto na Praça do Cruzeiro encerra caminhada liderada por Nikolas Ferreira

Mesmo sob forte chuva, milhares de manifestantes começaram a chegar neste domingo a Brasília para participar do protesto “Acorda, Brasil”. O ato ocorre na Praça do Cruzeiro, no Eixo Monumental, a cerca de seis quilômetros da Praça dos Três Poderes, e marca a etapa final da caminhada organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

Embora a concentração oficial esteja prevista para este domingo, grupos de apoiadores já ocupavam o local desde as primeiras horas, enfrentando as condições climáticas adversas para acompanhar o encerramento da mobilização.

Caminhada começou de forma simbólica e ganhou dimensão nacional

A teve origem em um gesto simbólico. Após cumprir compromissos em Minas Gerais, Nikolas decidiu seguir a pé rumo à capital federal. O que começou com um grupo reduzido rapidamente ganhou visibilidade nas redes sociais, ampliando a adesão ao longo do trajeto.

Com o avanço da caminhada, parlamentares da oposição e apoiadores vindos de diversas regiões do país passaram a integrar o movimento, transformando a iniciativa em uma demonstração política de grande porte. A chegada a Brasília ocorre em um contexto de forte polarização e tensão institucional.

Críticas ao Judiciário e a casos recentes

Durante a concentração, manifestantes levantaram pautas variadas que refletem insatisfação com os rumos do país. Entre os temas mais citados estão denúncias de corrupção e fraudes no INSS, além de críticas ao caso Banco Master.

O Judiciário também foi alvo de protestos, com menções diretas aos e Alexandre de Moraes, do Tribunal Federal. Participantes questionaram decisões recentes e falaram em excesso de poder e falta de segurança jurídica.

Liberdade de expressão e denúncias de perseguição

Outro eixo central do protesto envolve a defesa da liberdade de expressão. Manifestantes afirmaram enxergar censura e perseguição contra cidadãos, jornalistas e lideranças conservadoras. As críticas também incluíram acusações de abusos de autoridade e de tratamento desigual dentro do sistema judicial.

Economia, gastos públicos e anistia do 8 de janeiro

No campo econômico, houve reclamações sobre a carga tributária, o aumento dos gastos públicos e a situação fiscal do país. Alguns participantes citaram projeções de déficit que poderiam ultrapassar R$ 350 bilhões, apontando preocupação com a sustentabilidade das contas federais.

A defesa de uma ampla, geral e irrestrita aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 também apareceu de forma recorrente. Manifestantes alegam falta de individualização das condutas e insuficiência de provas, citando declarações do ministro Luiz Fux como referência para pedir a revisão de processos.

Críticas ao governo Lula

As manifestações incluíram ainda críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusado por participantes de ampliar o endividamento do país e adotar políticas de gasto consideradas incompatíveis com a realidade fiscal brasileira.

A concentração na Praça do Cruzeiro consolida a caminhada como um dos atos políticos mais comentados do período recente, reunindo diferentes bandeiras sob um mesmo protesto, mesmo diante da chuva intensa que marcou a chegada dos manifestantes à capital.As informações são da Revista Oeste. 

Veja também

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *