Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) reservou tempo para “diálogo” entre ministros após solicitação de suspeição
A sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) realizada nesta quinta-feira, 12, teve duração reduzida por decisão do presidente da Corte, Edson Fachin. Logo no início dos trabalhos, ele informou que o encontro terminaria antes do previsto para permitir um “diálogo” entre os ministros ainda no mesmo dia.
A medida ocorre em meio ao pedido de suspeição do ministro Dias Toffoli, apresentado pela Polícia Federal (PF) no âmbito do caso envolvendo o Banco Master. O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, entregou relatórios diretamente a Fachin.
Pedido da PF e relatórios entregues à Presidência
De acordo com os documentos encaminhados, o empresário Vorcaro manteve troca de mensagens com seu cunhado, Fabiano Zettel. Nos diálogos, ele trataria de pagamentos direcionados à empresa Maridt — apontada como tendo Toffoli como sócio oculto.
As conversas foram extraídas do celular de Vorcaro. O aparelho foi apreendido durante operação de busca e apreensão realizada no ano passado.
A Polícia Federal levanta a hipótese de que os repasses mencionados nas mensagens estejam relacionados ao Tayayá Resort. O empreendimento foi vendido pela Maridt a um fundo que contava com participação do Banco Master.
Posteriormente à divulgação das informações, Toffoli rompeu o silêncio e se manifestou sobre o caso.
Expectativa de posicionamento institucional
Após a reunião reservada entre os ministros, a expectativa é de que o STF publique uma nota institucional. Até o momento, porém, não há definição de data para a eventual divulgação do comunicado.
Clima de tensão entre magistrados
Mais cedo, a Oeste informou que integrantes da Corte reconhecem a gravidade do episódio mais recente envolvendo Toffoli e o Banco Master.
Em declarações feitas sob reserva, ministros relataram preocupação com o momento atual. “A situação é delicada”, afirmou um deles. Outro acrescentou: “O momento exige cuidado”.