Aprovação de Lula cai sem parar e atinge menor patamar desde julho, aponta pesquisa Quaest Aprovação de Lula cai sem parar e atinge menor patamar desde julho, aponta pesquisa Quaest

Aprovação de Lula cai sem parar e atinge menor patamar desde julho, aponta pesquisa Quaest

Reprovação ao governo petista chega a 52% do eleitorado nacional, enquanto satisfação recua pelo quarto mês consecutivo

O cenário político se torna cada vez mais desafiador para o presidente Luiz Inácio da Silva. Dados da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 15, mostram que a aprovação de Lula caiu ao menor nível desde julho de 2025, alcançando 43% dos eleitores. Na direção oposta, a reprovação saltou para 52%, ultrapassando a marca da maioria do .

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O levantamento entrevistou 2.004 eleitores distribuídos por 120 municípios do país entre os dias 9 e 13 de abril de 2026, com margem de erro estimada em 2 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O registro junto à foi feito sob o código BR-09285/2026.

Quatro meses seguidos de queda na aprovação

A série histórica da Quaest evidencia um movimento ininterrupto de deterioração da imagem do governo federal. Desde dezembro do ano passado, a satisfação com a gestão petista perdeu 5 pontos percentuais — e recuou 1 ponto em relação a março. O nível atual de 43% iguala o pior resultado registrado pela pesquisa, verificado em julho de 2025.

Já a reprovação de Lula, que agora marca 52%, cresceu 3 pontos percentuais no intervalo entre dezembro de 2025 e abril de 2026. O índice se aproxima do pior patamar da série, quando atingiu 53% também em julho do ano passado.

Avaliação qualitativa mostra estabilidade

Apesar do recuo nos números gerais de aprovação e reprovação, a pesquisa qualitativa indica relativa estabilidade na percepção dos brasileiros. A parcela que enxerga o governo como “negativo” ficou em 42% — um ponto a menos do que no mês anterior. A visão “positiva” permaneceu em 31%, sem variação. Quem classifica a administração federal como “regular” oscilou levemente, de 25% para 26%.

Perfil demográfico: quem mais aprova e reprova o governo

O detalhamento por recortes demográficos revela contrastes significativos na relação dos brasileiros com o .

Religião

  • Evangélicos lideram a rejeição: 68% desaprovam, 28% aprovam e 4% não souberam ou não responderam.
  • Católicos apresentam o maior apoio nesse recorte: 49% aprovam, 46% desaprovam e 5% ficaram sem resposta.

Região

  • O segue como principal base de apoio, com 63% de aprovação, 32% de reprovação e 5% de NS/NR.
  • Na Região Sul, o cenário se inverte: 62% desaprovam, 32% aprovam e 6% não opinaram.
  • No Sudeste, a reprovação alcança 58%, contra 38% de aprovação e 4% sem resposta.
  • No Centro-Oeste/Norte, 58% reprovam, 36% aprovam e 6% não responderam.

Faixa etária

  • Eleitores de 16 a 34 anos: 56% desaprovam, 40% aprovam e 4% não responderam.
  • Entre 35 e 59 anos, faixa com maior nível de aprovação: 54% reprovam, porém 41% aprovam, com 5% de NS/NR.
  • Os brasileiros com 60 anos ou mais formam o grupo etário mais favorável: 51% aprovam, 44% desaprovam e 5% não opinaram.

Escolaridade

  • Quem possui apenas o ensino fundamental é mais favorável ao governo: 54% aprovam, 42% desaprovam e 4% não responderam.
  • Eleitores com ensino médio: 57% de reprovação, 37% de aprovação e 6% de NS/NR.
  • Com ensino superior completo, a rejeição é mais acentuada: 62% desaprovam, 34% aprovam e 4% não responderam.

Renda familiar

  • Trabalhadores que recebem até 2 salários mínimos demonstram maior apoio: 57% aprovam, 37% desaprovam e 6% não opinaram.
  • Na faixa de mais de 2 a 5 salários mínimos, a reprovação prevalece: 57% contra 38% de aprovação e 5% de NS/NR.
  • Quem ganha mais de 5 salários mínimos apresenta a maior rejeição por renda: 62% desaprovam, 35% aprovam e 3% não responderam.

Tendência preocupa o Planalto

A trajetória descendente verificada pela Genial/Quaest ao longo de quatro meses consecutivos reforça o alerta para o governo federal. Com a reprovação superando a aprovação de forma consistente e a insatisfação crescendo em diferentes perfis demográficos, o Planalto enfrenta o desafio de reverter a percepção negativa que se consolida entre a maioria dos eleitores brasileiros.


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